Pedagogia Histórico-Crítica e Institutos Federais

fundamentos e disputas no Ensino Médio Integrado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.DS17

Palavras-chave:

Currículo integrado, Educação profissional e tecnológica, Formação humana integral, Institutos Federais, Pedagogia Histórico-Crítica

Resumo

A Base Nacional Comum Curricular e do Novo Ensino Médio reconfigurou o cenário educacional brasileiro, acirrando disputas teórico-políticas em torno da função social da escola pública e dos objetivos da formação escolar. Nesse contexto, os Institutos Federais (IFs) têm buscado se destacar como espaços de resistência ao sustentarem o Ensino Médio Integrado (EMI) como política formativa que visa à formação humana integral, em oposição aos princípios, paradigmas, teorizações e práticas que estão em sintonia com o contexto neoliberal, advogando o individualismo, a lógica mercadológica, a parcialidade e a precariedade como incontornáveis. Este artigo tem por objetivo analisar a influência da Pedagogia histórico-crítica (PHC) em formulações teóricas e práticas educativas desenvolvidas nos Institutos Federais entre 2021 e 2025. Para tanto, desenvolve-se uma revisão teórico-bibliográfica analítico-interpretativa, envolvendo cinquenta produções acadêmicas do período. Os resultados indicam que a PHC constitui referencial teórico-pedagógico central na consolidação de propostas curriculares integradas, ao reafirmar o trabalho como princípio educativo, a importância da mediação docente, o conhecimento científico, artístico e filosófico como nuclear e a escola como espaço privilegiado de elevação da consciência crítica. Conclui-se que a apropriação da PHC nos IFs, embora permeada por contradições, desafios institucionais e tensões político-curriculares, contribui para a disputa de um projeto educativo orientado à emancipação humana e à defesa da escola pública como bem social e direito universal.

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Traduções deste artigo

Biografia do Autor

Priscila Freitas de Souza, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)

Possui Licenciatura Plena em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual de Montes Claros (2000) e Mestrado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2008). Foi professora de Eucação Básica na rede particular em Januária-MG de (2001-2003), da rede estadual do Rio de Janeiro (2006 a 2009) e da rede municipal do Rio de Janeiro-RJ (2008-2009). Atualmente, é professora com dedicação exclusiva do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, campus Januária, atuando como professora da área de Língua Portuguesa nos cursos superiores, FIC, pós-graduação lato-sensu e, principalmente, nos cursos de ensino médio integrado ao técnico. Foi coordenadora do curso Técnico em Meio Ambiente Integrado ao Ensino Médio (2018-2022). Compôs o colegiado do Curso Técnico em Meio Ambiente Integrado ao Ensino Médio e o Curso de Pós-graduação Lato-Sentu em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura, ambos do IFNMG, campus Januária. Cursando Doutorado em Educação, na Linha de Educação e Linguagens, na Universidade Federal do Espírito Santo (2022-2026). Participa do grupo de pesquisa Literatura e Educação (www.literaturaeeducacao.ufes.br) (2022 ao presente).Tem experiência na área de Letras, com ênfase no Ensino Médio. Áreas de interesse: Ensino de Língua Portuguesa e Literatura; Ensino Médio Integrado; Institutos Federais.

Maria Amélia Dalvi, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)

Licenciada e mestra em Letras, doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) (2001-2010). Realizou o primeiro estágio pós-doutoral em Letras junto à Universidade Federal de Goiás, com breves períodos na Universidade de Coimbra, na SFA State University e na Purdue University (2015-2016); e o segundo junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2022-2023). Completou uma especialização lato-sensu em Psicologia e Desenvolvimento Infantil pela FMU-SP (2020-2022). Foi professora da educação básica (2003-2009). Trabalha no magistério superior da Universidade Federal do Espírito Santo (2010 ao presente), na graduação, mestrado e doutorado. Exerceu, por três períodos, a função de coordenadora do PPG Letras da Ufes (2017, 2023-2024, 2025). Coordenou o Fórum dos Coordenadores de Programas de Pós-Graduação em Linguística e Literatura do Sudeste (2023-2024). Compôs instâncias como colegiados de curso, núcleo docente estruturante, conselho departamental e conselhos superiores (CEPE e CONSUNI), além de haver representado a Ufes junto ao Conselho Municipal de Cultura de Vitória e ao Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos do Espírito Santo. Atualmente, compõe, como representante do Centro de Educação da Ufes, o Fórum Municipal de Educação de Vitória (2025 em diante). Fundou e coordena o grupo de pesquisa Literatura e Educação (www.literaturaeeducacao.ufes.br) (2011 ao presente). Integra, na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Letras e Linguística (Anpoll), o GT Literatura e Ensino (2016 ao presente), do qual foi vice-coordenadora (2023-2025) e atualmente é coordenadora (2025-2027), tendo atuado, antes, no GT Leitura e Literatura Infantil e Juvenil (2012-2016). Na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), integra o GT Trabalho e Educação (2019 ao presente). É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Literatura do Espírito Santo (Neples) (2005 ao presente) e do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alfabetização, Leitura e Escrita (Nepales) (2009 ao presente). Como escritora, tem publicados contos, poemas e obras para crianças. Recebeu o selo "Altamente Recomendável" concedido pela Fundação Nacional do Livro Intantil e Juvenil (FNLIJ), por No cangote do Saci: lendas do Brasil, em coautoria. As palavras-chave de sua produção são: Educação Literária; Ensino de Literatura; Leitura; Leitura literária; Literatura; Literatura Brasileira. Alguns de seus artigos, capítulos e ensaios podem ser baixados em: https:// ufes.academia.edu/MariaAméliaDalvi. 

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Publicado

2026-03-26

Como Citar

Souza, P. F. de, & Dalvi, M. A. (2026). Pedagogia Histórico-Crítica e Institutos Federais: fundamentos e disputas no Ensino Médio Integrado. Revista Diálogo Educacional, 26(88), p. 439–454. https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.DS17