Rankings acadêmicos na educação superior brasileira
a trajetória do Guia do Estudante (1986-2018)
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.24.082.AO13Resumo
Estudos demonstram que os rankings acadêmicos vêm se constituindo, no Brasil, como emergente campo de estudo, de caráter multidisciplinar, por meio de uma embrionária literatura científica em expansão, produzida por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento preocupados pela compreensão da dinâmica de funcionamento desses instrumentos de avaliação externa. Este artigo se dedica ao estudo dos chamados rankings acadêmicos nacionais, tendo como objetivo compreender a trajetória do Guia do Estudante, umas das pioneiras tabelas classificatórias, na forma de rating de cursos e rankings de instituições de educação superior (IES), que existiu no Brasil durante trinta e dois anos (1986 – 2018). Partindo de uma perspectiva empírico racional, realizou-se análise bibliográfico-documental, tendo como referência quatro dimensões analíticas: (i) tipologia. (ii) funcionamento, (iii) metodologia e (iv) tendências predominantes. A pesquisa evidenciou uma trajetória marcada por cinco períodos: primeiros passos na classificação de cursos (1986 - 1990), classificação de cursos e também de IES (1991-2001), diversificação e instabilidade dos múltiplos ratings (2002-2008), aprimoramento metodológico e redução de tipos de ratings (2009-2015), e ênfase na transparência da metodologia e abrupto encerramento (2016-2018).
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