DECOLONIALIDADE NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: transformações no currículo, na formação docente e nas práticas avaliativas
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.084.AO05Résumé
L’article propose une analyse critique du programme de mathématiques sous l’angle de la décolonialité, en remettant en question la perception dominante des mathématiques comme un domaine neutre et universel. L’étude soutient que le programme de mathématiques, en privilégiant les épistémologies eurocentriques, exclut les savoirs des peuples autochtones, africains et d’autres cultures non occidentales, perpétuant ainsi les inégalités sociales. À partir de la perspective de la décolonialité et de l’ethnomathématique, l’article plaide pour une restructuration pédagogique qui valorise la diversité épistémique, promouvant une éducation plus inclusive et critique. Le texte explore comment la décolonialité peut contribuer à la déconstruction des récits hégémoniques dans l’enseignement des mathématiques et ouvrir la voie à la justice sociale et à l’égalité éducative. L’article souligne également l’importance de la formation des enseignants pour reconnaître et intégrer diverses épistémologies, ainsi que la nécessité de repenser les évaluations standardisées qui renforcent les exclusions et les inégalités dans le système éducatif. L’ethnomathématique, en tant qu’approche culturelle des mathématiques, est présentée comme une alternative viable pour la construction d’un programme plus inclusif et connecté aux réalités des élèves.
Mots-clés : Décolonialité; Programme de Mathématiques; Ethnomathématique; Justice Sociale; Éducation Mathématique Critique.
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