Dimensões para formações críticas frente às tecnologias orientadas por dados
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.24.083.DS10Resumo
Resumo
Tecnologias orientadas por dados estão imbricadas de tal modo à vida que nenhum ser estaria excluído das reorganizações envolvendo o digital. Algoritmos e aplicações de Inteligência Artificial podem prescrever formas de existir no mundo, alterar o que se entende por democracia e reconfigurar concepções e práticas da educação, entre tantas outras consequências. Este artigo propõe três dimensões para as práticas educativas desenvolvidas sob abordagens críticas para compreensão e ação frente às mudanças em curso. Para defini-las, os pesquisadores estudaram um recorte da literatura composto por autores da educação, das relações entre tecnologia e sociedade, assim como da educação e tecnologia que poderiam ser reunidos sob abordagens críticas. Também consideraram suas pesquisas e práticas anteriores a este artigo em formações focadas em educação e tecnologia. Como resultado, este trabalho propõe que formações comprometidas com o desenvolvimento da criticidade possam: conferir materialidade e visibilidade aos dados; discutir a politicidade das tecnologias; observar concepções e culturas promovidas pelos algoritmos. O artigo discute essas três dimensões e oferece alguns exemplos práticos. Por fim, assinala que nem as tecnologias nem as problemáticas envolvendo-as são estáticas, sendo o desenvolvimento da criticidade uma busca permanente. Faz-se urgente trabalhar questões envolvendo ideologias, valores e interesses pari passu à integração de tecnologias às práticas educativas.
Palavras-chave: Educação crítica. Algoritmos. Inteligência Artificial.
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