A Contextura Didática

uma práxis tecnológica na perspectiva histórico-crítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.DS18

Palavras-chave:

Pedagogia histórico-crítica, Práxis tecnológica, Contextura Didática, Plataformização da educação, Formação docente

Resumo

Em tempos de plataformização da educação e avanço das inteligências artificiais, a escola pública brasileira enfrenta o paradoxo entre a ampliação da infraestrutura técnica e a restrição da autonomia pedagógica. Este artigo propõe a Contextura Didática (CD) como práxis tecnológica orientada pela perspectiva histórico-crítica, compreendendo a técnica como expressão do trabalho humano e mediação cultural da emancipação. Ancorado no método dialético investigativo, o estudo, de natureza qualitativa, articula políticas públicas, narrativas docentes e experiências formativas vivenciadas entre 1985 e 2025 na rede estadual do Paraná, interpretando a docência pública como campo de resistência e criação. A CD organiza-se em cinco gestos formativos — auscultar, contextuar, entrelaçar, publicar e reescrever — que configuram uma didática viva, dialógica e desplugada. As interpretações indicam que, mesmo diante da racionalidade técnica e da plataformização, o trabalho docente permanece como trabalho criador e resistência epistêmica, capaz de reumanizar a técnica e reafirmar a escola como território de justiça, esperança e autoria.

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Biografia do Autor

Gílian Cristina Barros, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Grupo de Estudos e Pesquisa Professor, Escola e Tecnologias Educacionais (GEPPETE/UFPR), Professora da Rede Pública Estadual do Paraná.

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Publicado

2026-03-26

Como Citar

Barros, G. C. (2026). A Contextura Didática: uma práxis tecnológica na perspectiva histórico-crítica. Revista Diálogo Educacional, 26(88), p. 472–487. https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.DS18