Ambiente virtual e metodologia de ensino na Educação Superior na modalidade presencial
DOI :
https://doi.org/10.7213/rde.v13i38.8054Résumé
Este artigo trata da utilização de ambientes virtuais na Educação Superior na modalidade presencial. Advém de reflexão sobre resultados de pesquisa qualitativa de natureza exploratório-interpretativa sobre processos de interação e de mobilização de conhecimentos identificados em alunos de um curso presencial de Licenciatura em Matemática usando os recursos chat e diário de ambientes virtuais de aprendizagem. O referencial teórico tem como bases Thompson (2004), Primo (2008), Silva (2010), Scherer (2005), Charlot (2000), dentre outros, no que diz respeito aos processos de interação, mobilização de conhecimentos e mobilização para o aprender; em Guérios (2002) e Doll Jr. (1997) quanto à metodologia do ensino na formação de professores. A metodologia do ensino é considerada numa perspectiva epistemológica que contempla a relação entre sujeito e conhecimento com vistas à aprendizagem dos conteúdos curriculares. Observamos que conhecimentos foram mobilizados no processo interativo e que houve aprendizagem conceitual de fundamentos teóricos da disciplina Metodologia do Ensino de Matemática. Discutimos os resultados na perspectiva da metodologia do ensino na formação inicial de professores. Concluímos acenando para a possibilidade de construção de uma metodologia do ensino para a educação superior na modalidade presencial em que os espaços virtual e presencial sejam utilizados como ambientes articulados no contexto da prática pedagógica que propiciem a existência de um movimento reflexivo de aprendizagem.Téléchargements
Références
BAIRRAL, M. A. Discurso, interação e aprendizagem matemática em ambientes virtuais a distância. Seropédica: Editora Universidade Rural, 2007.
BROUSSEAU, G. Guy Brousseau: a cultura matemática é um instrumento para a cidadania. Revista Nova Escola, n. 228, dez. 2009. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/matematica/fundamentos/cultura-matematica-instrumento-para-cidadania-guy-brousseau-calculo-518776.shtml>. Acesso em: 2 nov. 2010.
BUTTS, T. Formulando problemas adequadamente. In: KRULIK, S.; REYS, R. E. (Org.). A resolução de problemas na matemática escolar. Tradução Hygino H. Domingues, Olga Corbo. São Paulo: Atual, 1997. p. 32-48.
CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.
DOLL JR., W. Currículo: uma perspectiva pós-moderna. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
GUÉRIOS, E. Espaços oficiais e intersticiais da formação docente: história de um grupo de professores na área de ciências e Matemática. 2002. 234 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002.
GUÉRIOS, E.; SAUSEN, S. Ambiente Virtual de Aprendizagem e educação presencial: uma integração possível na formação de professores. Práxis Educativa, v. 7, n. 2, 2012.
doi:10.5212/PraxEduc.v.7i2.0012.
MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2001.
ONTORIA, A. et al. Mapas conceptuales: una tecnica para aprender. 5. ed. España: Narcea, S.A. de Ediciones, 1995.
ONUCHIC, L. R. Uma história da resolução de problemas no brasil e no mundo. Palestra de encerramento do Institute for Social and Economic Research and Policy – ISERP. 2007. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/serp/trabalhos_completos/completo3.pdf>. Acesso em: 25 jul. 2012.
POLYA, G. A arte de resolver problemas: um novo aspecto do método matemático. Tradução e adaptação Heitor Lisboa de Araújo. Rio de Janeiro: Interciência, 1995.
PRIMO, A. Interação mediada por computador: comunicação, cibercultura, cognição. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2008.
ROMANATTO, M. C. Resolução de problemas na formação de professores e pesquisadores. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/serp/trabalhos_completos/completo6.pdf>. Acesso em: 25 jul. 2012.
SANTOS, V. S. et al. Formação de professores numa visão complexa com o auxílio de metodologias e dispositivos em interfaces online. Revista Diálogo Educacional, v. 10, n. 31, p. 521-540, 2010.
SCHERER, S. Uma estética possível para a educação bimodal: aprendizagem e comunicação em ambientes presenciais e virtuais – uma experiência em estatística aplicada à educação. 241 f. Tese (Doutorado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.
SILVA, M. Integração das tecnologias na educação. Internet na escola e inclusão. Brasília: MEC/ SED, 2005.
SILVA, M. Sala de aula interativa: educação, comunicação, mídia clássica. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2010.
THOMPSON, J. B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. Tradução Wagner de Oliveira Brandão. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
VILLELLA, J. Ideas para enseñar... a través de problemas. Montevideo: Zonalibro, 2006.
VISEU, F.; PONTE, J. P. A formação do professor de matemática, apoiada pelas TIC, no seu estágio pedagógico. Bolema, v. 26, n. 42A, p. 329-357, 2012. doi:10.1590/S0103-636X2012000100015.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










