A inteligência artificial na educação
será o professorado substituível?
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.24.083.DS05Résumé
Esta pesquisa tem seu foco na educação superior durante e na transição, pós-crise pandêmica, e o uso de tecnologias da informação e comunicação no processo de ensino, sob a ótica discente. Parte-se de uma pesquisa internacional que envolveu quatro países, entre universidades públicas e privadas no Brasil, México, Portugal e Federação Russa, tendo como objeto deste artigo apenas os dois primeiros países. Em termos teóricos e metodológicos teve uma abordagem quantitativa e qualitativa, com foco principal no conceito de capital digital. A partir dos dados obtidos da aplicação de um questionário virtual adaptado a cada realidade, foram apresentas e problematizadas as respostas discentes que evidenciaram as desigualdades existentes, afetando os grupos sociais e regionais menos privilegiados, reproduzindo e ampliando as diferenças prévias, inclusive quanto ao acesso e formas de uso das tecnologias, conforme a relação entre capital digital e condições socioeconômicas existentes entre os discentes e as regiões. Conclui-se que, se as tecnologias permitiram constituir pontes entre pessoas, também levaram ao desfavorecimento maior dos menos favorecidos.
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