Paradoxo das políticas de formação continuada de professores da escola básica pública brasileira

Maria de Fátima Rodrigues Pereira, Márcia Adriane Falat Tortato, Patrícia Correia de Paula Marcoccia

Resumo


O objetivo deste artigo é problematizar o paradoxo que envolve as políticas de formação continuada dos professores da Educação Básica no Brasil, após a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394/1996. O conceito de paradoxo na formação de professores ancora-se nas teses de Paul Ricouer, essencialmente no artigo Le Paradoxe Politique (1957). A problemática que orienta este estudo é: Que contrassensos tomam as políticas de formação continuada de professores no Brasil após a LDB nº 9.394/1996? Por meio da pesquisa histórica das políticas, analisaram-se resoluções e decretos referentes à formação continuada dos professores da Educação Básica. Além disso, apresentam-se análises de achados de pesquisa empírica realizada em 2018 com professores da rede de ensino do estado do Paraná sobre as políticas de formação continuada de professores. O estudo possibilita apontar que o paradoxo decorre do fato de que, apesar dos princípios de colaboração que orientam as políticas de formação de professores e a legislação exarar que o eixo central da formação de professores são as necessidades reais da escola pública, as finalidades, predominantemente da formação continuada, pouco se vinculam aos interesses da escola pública.

 


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.18.059.DS07

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Editora Universitária Champagnat