Profissão docente e a formação dos formadores: relações entre a universidade e a educação básica
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.16.050.DS08Resumo
Este trabalho apresenta resultados oriundos da tese intitulada “Gestão pública da educação paulista: a carreira docente e o novo Ensino Médio”, desenvolvida no âmbito da UNESP/Rio Claro, que envolveu um estudo sobre a carreira docente e a reconfiguração da mesma no projeto Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral, desenvolvido no Estado de São Paulo. O objetivo deste artigo é pensar a profissão docente tanto do ponto de vista do campo universitário quanto do contexto relativo à educação básica, para isso, discute-se por meio do levantamento e de análise bibliográfica: a questão dos saberes dominados pelos professores; a formação inicial; a formação em outro(s) espaço(s) que não o das universidades, centros universitários e faculdades, problematizando a proliferação de cursos que especificamente se prestam à finalidade da formação contínua. Nesse sentido, há questões centrais a serem consideradas: o que se pode entender por saberes docentes? A formação inicial e continuada dos docentes é fundamental para sua prática? Uma formação pela prática é possível? Os resultados obtidos indicam avanços nos estudos sobre a expertise docente e problemas relacionados ao lucrativo discurso da formação continuada. Elementos que devem ser ainda mais debatidos em função das perspectivas futuras da formação e da própria carreira do magistério.Downloads
Referências
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