“Outros” coletivos femininos: Lutas e Resistências que formam mulheres quilombolas na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.067.DS16Resumo
Analisamos, neste artigo, a relação entre trabalho e processos formativos de
mulheres quilombolas ao resistirem às ações do Capital, no contexto da
Comunidade Quilombola Tambaí-Açu – Mocajuba/PA, Amazônia. Para tanto, à luz do materialismo histórico dialético, consideramos entrevistas semiestruturadas com quatro mulheres e três homens. Assim, ao se fazer análise de conteúdo, entendemos que monocultivos introduzidos na Amazônia, como o da pimenta do reino, têm transformado o trabalho-cultura das comunidades tradicionais, a partir dos interesses do capital. Entretanto, contraditoriamente, as mulheres quilombolas, nos trabalhos dos mutirões, têm sido resistentes às ações mercadológicas. Nossas análises evidenciam, ainda, que os coletivos femininos das mulheres quilombolas estão inseridos no campo do debate de gênero, raça, patriarcado e classe, pois, a seus modos, suas lutas e resistências, no cotidiano dos quilombos, constituem-se como “outras” formas de lutas ao capital e fazem parte dos processos formativos das classes sociais, revelando-se como lutas sociais distintas de “outros” coletivos femininos, defendendo-se, no cotidiano de suas comunidades, o direito a ter direito, à terra, ao trabalho, educação, saúde; enfim, lutam pelo direito de produzir a vida, a partir de uma perspectiva histórica que toma os interesses de classe trabalhadora enquanto ser social quilombola, mas com amplitude para a vida em comum, quer de homens como de mulheres.
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