Le lycée et ses incertitudes : représentations sociales et construction de projets de vie
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.084.DS07Résumé
Cet article présente une enquête menée auprès de 113 lycéens de cinq écoles de l'État de São Paulo, visant à analyser les Représentations Sociales (RS) liées au composant obligatoire des Projets de Vie. La recherche a exploré comment ces jeunes se perçoivent dans le présent et projettent leurs attentes pour un avenir situé à 5 et 10 ans. Le cadre théorique combine la Théorie des Représentations Sociales (TRS) avec des études sur l'Image. La méthodologie de triangulation d'Apostolidis (2006) a été adoptée, utilisant le dessin (méthode Panofsky), les mots (TALP) et les textes (IRAMUTEQ) comme techniques d'analyse et de collecte de données.Les résultats ont révélé des références symboliques où "l'Argent" représente la stabilité et le confort ; le "Travail" est associé à l'autonomie et à l'indépendance ; le "Succès" symbolise l'équilibre entre différentes sphères de la vie ; et l'"Université" est perçue comme un investissement pour un avenir prometteur. Cependant, les données montrent également que ces aspirations manquent de réflexions continues et de propositions d'actions intentionnelles pour leur réalisation, créant l'illusion d'un saut direct entre le présent et l'avenir, comme si les 5 ou 10 prochaines années pouvaient être planifiées sans une formation permettant une prise de conscience des processus nécessaires pour atteindre les objectifs visés.
Téléchargements
Références
APOSTOLIDIS, T. Représentations sociales et triangulation : une application en psychologie sociale de la sante. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 22, n. 2, p. 211-226, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-37722006000200011 . Acesso em: 23 mai. 2024.
BOSI, A. Reflexões sobre arte. São Paulo: Ática, 1985.
BOULDING, K. E. The Image. Knowledge in Life and Society. Ann Arbor: The University of Michigan Press (UMP), 1956.
BRASIL. Lei 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Presidência da República. Brasília, 2017. Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm . Acesso em: 23 mai. 2024.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo Escolar da Educação Básica 2022: Resumo Técnico. Brasília, 2023. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/estatisticas_e_indicadores/resumo_tecnico_censo_escolar_2022.pdf . Acesso em: 03 jun. 2024.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular BNCC, Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 23 mai. 2024.
BRASIL. Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024, que altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a fim de definir diretrizes para o ensino médio. Brasília, 1996. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-14945-31-julho-2024-796017-publicacaooriginal-172512-pl.html. Acesso em: 12 nov. 2024.
CAMARGO, B. V. Métodos e procedimentos de pesquisa em Ciências Humanas e Psicologia. Curitiba: CRV, 2020.
CURADO, J. M. O conceito de imagem em Kenneth Ewart Boulding: um capítulo da epistemologia das teorias evolutivas. Diacrítica, n. 8, p. 299-316, 1993. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/12548 . Acesso em: 28 mai. 2024.
CAMELO, L. C. S. D.; ARAÚJO, L. F.; CASTRO, J. L. C. Análise prototípica das representações sociais da depressão entre mulheres idosas, Revista de Psicologia, v. 41, n.2, p. 859-884, 2023 (e-ISSN 2223-3733). Disponível em: http://www.scielo.org.pe/pdf/psico/v41n2/0254-9247-psico-41-02-859.pdf. Acesso em: 11 nov. 2024.
COUTINHO, M. P. L.; DO BÚ, E. A técnica de Associação Livre de Palavras sobre o prisma do software Tri-Deux-Mots (version 5.2). Revista Campo do Saber, v. 3, n. 1, jan./jun. 2017. Disponível em: https://periodicos.iesp.edu.br/index.php/campodosaber/article/view/72. Acesso em: 11 nov. 2024.
FERREIRA, S. L. Imagens de escola e as representações sociais. Curitiba: CRV, 2015.
FODRA, S. M.; NOGUEIRA, M. E. C. O projeto de vida nas escolas do Programa Ensino Integral. Revista @mbienteeducação, São Paulo, v. 10, n. 2, p. 251–261, 2017. DOI: 10.26843/v10.n2.2017.34.p251 - 261. Disponível em: https://publicacoes.unicid.edu.br/ambienteeducacao/article/view/34. Acesso em: 13 nov. 2024.
HABOWSKI, F.; LEITE, F. de A. Construção da identidade do ensino médio no brasil: um estudo histórico. Práx. Educ., Vitória da Conquista, v. 18, n. 49, p. e10925, 2022. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-26792022000100122&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 12 de nov. de 2024.
JODELET, D. (Org.). As Representações Sociais. Rio de Janeiro: Ed. EDUERJ, 2001.
LECCARDI, C. Para um novo significado do futuro: mudança social, jovens e tempo. Tempo Social [online], v. 17, n. 2, p. 35-57, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-20702005000200003 . Acesso em: 03 mai. 2024.
LIMA, J. F. de. Ensino médio: identidade, finalidade e diretrizes. Revista Retratos da Escola, Brasília,
v. 5, n. 8, p. 57-68, jan./jun. 2011. Disponível em https://www.ei-ie-al.org/sites/default/files/docs/retratos_da_escola_08_2011.pdf. Acesso em: 10 out. 2024.
LOPES, A. C., CRAVEIRO, C., CUNHA, V. P. O novo ensino médio na rede pública estadual de educação do Rio de Janeiro: Diferenças contextuais. Revista de Educación, v. 31, n. 1, p. 241-273, 2024. Disponível em: https://fh.mdp.edu.ar/revistas/index.php/r_educ/article/view/7756. Acesso em : 13 nov. 2024.
MAFFESOLI, M. A contemplação do mundo. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1995.
LEÃO, G. O QUE OS JOVENS PODEM ESPERAR DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO?. Educação em Revista, v. 34, p. e177494, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/5ZBJkFDW3d6pL9KVFcFCQHx/#. Acesso em 27 out. 2024.
MAFFESOLI, M. Michel Maffesoli: o imaginário é uma realidade. Revista FAMECOS, v. 8, n. 15, p. 74-82, ago. 2001. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/3123. Acesso em: 26 mai. 2024.
MOLINA, L. G. Da prática à teoria: o método iconológico de Erwin Panofsky (1921, 1939, 1955). 2010.
41 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) – Curso de História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2010. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/28949/000774289.pdf?sequence=1 . Acesso em: 02 jun. 2024.
MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Editado em inglês por Gerard Duveen; traduzido do inglês por Pedrinho A. Guareschi. 5ª ed. Petrópolis: Vozes, 2007.
MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Trad. por Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
PANOFSKY, E. Significado nas artes visuais. Trad. Maria C. F. Kneese e J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1976.
SEGINER, R.; VERMULST, A.; SHOYER, S. The indirect link between perceived parenting and adolescent future orientation: A multiple-step model. International Journal of Behavioral Development, v. 28, n. 4, p. 365-378. 2004. Disponível em https://doi.org/10.1080/01650250444000081. Acesso em: 12 nov. 2024.
WACHELKE J, WOLTER R. Critérios de construção e relato da análise prototípica para representações sociais. Psic: Teor e Pesq [Internet]. v. 27, n. 4, dec. 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-37722011000400017 . Acesso em 13 nov. 2024.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Editora Universitária Champagnat 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










