A educação contemporânea sob a perspectiva do neotecnicismo
desafios, ideologias e políticas educacionais
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.24.082.AO03Résumé
Resumo
Este estudo interdisciplinar explora a fundamentação teórica do tecnicismo pedagógico, em conformidade aos pressupostos de Luiz Carlos de Freitas. Com uma abordagem teórica, bibliográfica e documental, o trabalho adota uma perspectiva qualitativa citada por Fazenda (2013), ao utilizar as contribuições de Freitas (1992, 1994, 2002, 2007, 2011, 2012, 2013, 2014, 2016, 2020) e Freitas et al. (2009). No âmbito das reformas educacionais contemporâneas, especialmente aquelas apoiadas em princípios empresariais, faltam o debate e a definição clara sobre uma educação de qualidade. A ideia de que tal condição seja meramente refletida na obtenção de notas elevadas em testes não se respalda no campo das Ciências da Educação e, tampouco, pode ser considerada a finalidade do ensino sob a perspectiva educativa. Além disso, a ênfase excessiva em avaliações ocasiona competições entre vencedores e perdedores, algo incompatível com os objetivos educacionais almejados.
Palavras-chave: Tecnicismo pedagógico. Luiz Carlos de Freitas. Pedagogia tecnicista. Qualidade educacional.
Téléchargements
Références
ARAPIRACA, José Oliveira. A USAID e a educação brasileira. São Paulo, Autores Associados; Cortez, 1982.
BRASIL. Decreto n. 6.094, de 24 de abril de 2007. Dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União Federal, em regime de colaboração com Municípios, Distrito Federal e Estados, e a participação das famílias e da comunidade, mediante programas e ações de assistência técnica e financeira, visando a mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, 25 abr. 2021. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6094.htm>. Acesso em: 10 maio 2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
COMTE, Auguste. Curso de filosofia positiva: Discurso preliminar sobre o conjunto do positivismo; Catecismo positivista. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (Org.). O que é Interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2013.
FEENBERG, Andrew. Between Reason and Experience: essays in technology and modernity. Cambridge: MIT Press, 2010.
FEENBERG, Andrew. Tecnologia e educação. Brasília: UnBTV, 14 abr. 2014. 1 vídeo (2 min 43 s). Disponível em: <http://unbfuturo.unb.br/videoteca/zapping/122-andrew-feenberg-tecnologia-e-educacao>. Acesso em: 3 fev. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. A importância da avaliação: em defesa de uma responsabilização participativa. Em Aberto, Brasília, v. 29, n. 96, p. 127-139, maio/ago. 2016. Disponível em: <http://www.emaberto.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/view/3156/2891>. Acesso em: 20 maio 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. A internalização da exclusão. Educação & Sociedade, Campinas, v. 23, n. 80, p. 299-325, set. 2002. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/es/v23n80/12934.pdf>. Acesso em: 12 maio 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Conseguiremos escapar ao neotecnicismo? In: SOARES, Magda Becker; KRAMER, Sônia; LÜDKE, Menga et al. (Orgs.). Escola Básica. 2. ed. Campinas: Papirus, 1994, p. 147-181. (Coletânea CBE).
FREITAS, Luiz Carlos de. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. 11. ed. Campinas: Papirus, 2011.
FREITAS, Luiz Carlos de. EaD, tecnologias e finalidades da educação. Blog Avaliação Educacional, 17 abr. 2020. Disponível em: <https://avaliacaoeducacional.com/2020/04/17/ead-tecnologias-e-finalidades-da-educacao/>. Acesso em: 2 fev. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Eliminação adiada: o ocaso das classes populares no interior da escola e a ocultação da (má) qualidade do ensino. Educação & Sociedade., Campinas, v. 28, n. 100, p. 965-987, out. 2007. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/a1628100.pdf>. Acesso em: 10 maio 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Em direção a uma política para a formação de professores. Em Aberto, Brasília, v. 12, n. 54, p. 2-22, abr./jun. 1992. Disponível em: <http://rbep.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/view/2178>. Acesso em: 10 jan. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação & Sociedade, Campinas, v. 33, n. 119, p. 379-404, abr./jun. 2012. Disponível em: <https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=87323122004>. Acesso em: 3 fev. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Os reformadores empresariais da educação e a disputa pelo controle do processo pedagógico na escola. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 129, p. 1085-1114, out./dez. 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/es/v35n129/0101-7330-es-35-129-01085.pdf>. Acesso em: 9 jan. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de. Responsabilização, meritocracia e privatização: conseguiremos escapar ao neotecnicismo? Educação & Sociedade, Campinas, v. 34, n. 125, p. 1153-1174, out./dez. 2013. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302012000200002>. Acesso em: 9 jan. 2023.
FREITAS, Luiz Carlos de; SORDI, Mara Regina Lemes de; FREITAS, Helena Costa Lopez de; MALAVASI, Maria Marcia Sigrist (Orgs.). Avaliação educacional: caminhando pela contramão. Petrópolis: Vozes, 2009.
HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. 2 ed. ampl. Petrópolis, Vozes, 2017.
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução, notas e posfácio: Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
SAVIANI, Demerval. História das ideias pedagógicas no Brasil. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2011.
SKINNER, Burrhus Frederic; SMITH, Louis M. A possibilidade de uma ciência do comportamento humano. In: ALVES, Maria Leila (Org.). Burrhus Frederic Skinner: nova antologia. Recife: Fundação Joaquim Nabuco; Massangana, 2010.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Editora Universitária Champagnat 2024

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










