A formação de professores para a educação infantil no limiar dos vinte anos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.16.050.DS01Résumé
A necessidade de consolidar uma formação de professores condizente com as demandas do mundo contemporâneo tem mobilizado muitos pesquisadores e educadores a buscar uma aproximação entre a formação docente e a transformação da prática pedagógica. O limiar dos vinte anos de promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN/96), torna-se um momento importante para reavaliar as mudanças que essa lei proporcionou, bem como apontar os desafios impostos pelo contexto atual. O presente artigo pretende abordar a formação inicial de professores da educação infantil, cujas alterações, promovidas pela LDBEN/96, delinearam novas perspectivas para o curso de Pedagogia e nova identidade para as instituições que atendem a criança. Discute-se o processo formativo desenvolvido no curso de Pedagogia como primeiro passo na construção da profissionalidade docente para atuar com a primeira infância, a partir das especificidades dessa etapa educativa. Trata-se de um estudo exploratório, com o intuito de levantar informações a respeito da temática para posterior aprofundamento (SEVERINO, 2007), cuja análise toma como eixo epistemológico a teoria enquanto expressão da prática dos sujeitos no processo educativo (MARTINS, 2006). Este texto defende a necessária relação entre teoria e prática na formação de professores na área da formação inicial, tendo como base os estudos de Garcia (1999), Machado (2000), Cerisara (2002), Kishimoto (2004), Saviani (2009), Gatti e Barreto (2009), Gomes (2009), Sarmento (2013), entre outros. O estudo conclui que há especificidades no âmbito da prática educativa com as crianças que ainda precisam ser consideradas nas propostas de formação inicial de professores.Téléchargements
Références
BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] União, ano CXXXIV, n. 248, p. 27.833-27.841, 23 dez. 1996.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP n. 1, de 15 de maio de 2006. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia, Licenciatura. Diário Oficial [da] União , Brasília, 16 mai. 2006, Seção 1, 11p.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/CNE/CEB, 2009.
BRASIL. Lei n. 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Plano Nacional de Educação. Brasília: MEC, 2001.
BRASIL. Lei n. 13.005, de 25 de junho da 2014. Plano Nacional de Educação . Brasília: MEC, 2014.
CERISARA, A. B. O Referencial Curricular Nacional para a educação infantil no contexto das reformas. Educação e Sociedade , v. 23, n. 80, p. 326-345, set. 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v23n80/12935>. Acesso em: 01 abr. 2016.
FREITAS, H. C. L. A (nova) política de formação de professores: a prioridade postergada. Educação e Sociedade , v. 28, n. 100, p. 1203-1230, out. 2007.
GARCIA, C. M. Formação de Professores: para uma mudança educativa. Porto: Porto Editora, 1999.
GATTI, B. A.; BARRETTO, E. S. S. (Coord.). Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília: UNESCO, 2009.
GOMES, M. O. Formação de professores na educação infantil. São Paulo: Cortez, 2009.
KISHIMOTO, T. M. O sentido da profissionalidade para o educador da infância. In: BARBOSA, R. L. L. (Org). Trajetórias e perspectivas da formação de educadores. São Paulo: Editora UNESP, 2004.
KUHLMANN JR, M. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. 1. ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.
MACHADO, M. L. A. Desafios iminentes para projetos de formação de profissionais para Educação Infantil. Cadernos de Pesquisa , n. 110, p. 191-202, jul. 2000.
MARTINS, P. L. O. Didática teórica, didática prática: para além do confronto. São Paulo: Edições Loyola, 2006.
PINHEIRO, G. C. G.; ROMANOWSKI, J. P. Curso de Pedagogia: formação do professor da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação Docente, v. 2, n. 3, p. 136-151, ago./dez. 2010. Disponível em: <http://formacaodocente.autenticaeditora.com.br>. Acesso em: 04 abr. 2016.
RODRIGUES, M. F.; KUENZER, A. Z. As diretrizes curriculares para o curso de Pedagogia: uma expressão da epistemologia da prática. Revista Olhar de Professor , v. 10, n. 1, p. 35-62, 2007. Disponível em: <http://177.101.17.124/index.php/ olhardeprofessor/article/view/1474/1119>. Acesso em: 11 abr. 2016.
SARMENTO, M. J. A Sociologia da Infância e a sociedade contemporânea: desafios conceituais e praxeológicos. In: ENS, R. T.; GARANHANI, M. C. Sociologia da Infância e a formação de professores. Curitiba: Editora Champagnat, 2013. p. 13-46.
SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação , v. 14, n. 40, p. 143-155, jan./abr. 2009.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico . 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










