O Curso de Pedagogia: permanências e novas tensões
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.17.055.AO04Résumé
Este artigo trata da formação dos pedagogos no Brasil, cujas bases estão parcialmente definidas na implementação de Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso. Buscamos identificar as mudanças na formação inicial e na percepção dos pedagogos quanto às contribuições da formação inicial para a sua atuação profissional, fomentadas em alguma medida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia (DCNP). A pesquisa, de natureza qualitativa, envolveu os seguintes procedimentos: análise documental, questionários e entrevistas desenvolvidos junto a dois grupos de pedagogos, formados e concluintes do curso nos períodos anterior e posterior à promulgação dos referidos documentos legais, de uma Universidade da cidade de São Paulo. Evidenciou-se uma série de mudanças significativas na composição do currículo, influenciadas essencialmente pelas demandas do trabalho docente, que conferiram ao currículo do curso uma base docente, especialmente em função de necessidades materiais impostas pelo contexto histórico e social. As mudanças evidenciadas alteraram a natureza e a organização do curso e esta foi a principal mudança ao longo da história desse curso, na busca por romper, de uma maneira peculiar, com a dualidade entre o bacharelado e a licenciatura. Como consequência, evidenciaram-se também alterações na sua organização, o que se deu por meio de um processo de redução do tempo de formação, sustentado por um “enxugamento” do currículo. Por fim, identificou-se uma mudança na percepção dos pedagogos quanto às contribuições da formação inicial para sua atuação profissional, essencialmente coerentes com a guinada do curso em direção ao preparo para as atividades docentes no âmbito escolar.
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