Educação, direitos humanos e reconstrução social nas políticas contemporâneas de escolarização no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.10199Resumen
O presente artigo visa analisar a constituição dos direitos humanos como temática indispensável para a composição das políticas brasileiras de escolarização em nosso tempo. Partindo de uma percepção sociológica acerca dos diferentes processos de individualização na sociedade contemporânea, os autores problematizam o lugar ocupado pela temática na pauta social, assim como estabelecem um diagnóstico crítico dos diferentes sentidos que adquire em nosso tempo, enfocando seu posicionamento estratégico junto às novas formas de gestão das políticas e dos processos escolares. Por fim, mediante a percepção da revitalização dos direitos humanos em documentos produzidos para a educação básica, observa-se que tais direitos têm sido assumidos como importante instrumento de justiça escolar. Ao mesmo tempo, esses direitos engendram narrativas de reconstrução social para uma sociedade onde a incerteza, a flexibilidade e o individualismo passam a ser naturalizados nos processos coletivos de formação e convivência humanas.Descargas
Citas
BAUMAN, Z. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
BRASIL. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: SEDH/ Ministério da Educação/Ministério da Justiça/Unesco, 2007a.
BRASIL. Programa Ética e Cidadania: construindo valores na escola e na sociedade – inclusão e exclusão social. Brasília: Ministério da Educação/SEB, 2007b.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação/CNE, 2012.
CANDAU, V. (Coord.). Somos tod@s iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
CANDAU, V. Educação em direitos humanos: políticas curriculares. In: LOPES, A. C.; MACEDO, E. (Org.). Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Cortez, 2006. p. 219-240.
CASTEL, R. A insegurança social: o que é ser protegido? Petrópolis: Vozes, 2005.
CAVALIERE, A. M. V. Educação integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Educação e Sociedade, v. 23, n. 81, p. 247-270, 2002.
CLAUDE, R. P. Direito à Educação e Educação para os direitos humanos. SUR – Revista Internacional de Direitos Humanos, v. 2, p. 36-63, 2005.
DEWEY, J. Liberalismo, liberdade e cultura. São Paulo: Ed. Nacional/USP, 1970.
DEWEY, J. Experiência e educação. 2. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1976.
DEWEY, J. Pode a educação participar na reconstrução social? Currículo sem fronteiras, v. 1, n. 2, p. 189-193, 2001.
DUBET, F. As desigualdades multiplicadas. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003.
DUBET, F. Conflictos de normas y ocaso de la institución. Estudios Sociológicos, v. 22, n. 64, p. 3-24, 2004.
DUBET, F. El declive y las mutaciones de la instituición. Revista de Antropología Social, n. 16, p. 39-66, 2007.
DUBET, F. Democratização escolar e justiça na escola. Revista Educação, v. 33, n. 3, p. 111-124, 2008.
ELIAS, N. O processo civilizador: uma história dos costumes. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. v. 1.
ESTEVÃO, C. Justiça e educação: a justiça plural e a igualdade complexa na escola. São Paulo: Cortez, 2001.
ESTEVÃO, C. Educação, justiça e direitos humanos. Educação e Pesquisa, v. 32, n. 1, p. 85-101, 2006.
GONZÁLEZ, M. R. Multiculturalismo y derechos humanos: limitar, tolerar o fomentar lo diferente. Andamios, v. 3, n. 6, p. 33-60, 2007.
JELIN, E. Cidadania revisitada: solidariedade, responsabilidade e direitos. In: JELIN, E.; HERSHBERG, E. (Org.). Construindo a democracia: direitos humanos, cidadania e sociedade na América Latina. São Paulo: EdUSP, 2006. p. 155-180.
LIPOVETSKY, G. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Barcarolla, 2004.
LIPOVETSKY, G. Futuro da autonomia e sociedade de indivíduo. In: NETZLING, I.; BINGEMER, M. C.; YUNES, E. (Org.). O futuro da autonomia: uma sociedade de indivíduos?. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2009. p. 59-72.
LOURENÇO FILHO, M. B. Organização e administração escolar. São Paulo: Melhoramentos, 1972.
RAMOS, A. H. Educação em Direitos Humanos: local da diferença. Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 46, p. 191-213, 2011.
SENNETT, R. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
SIKKINK, K. A emergência, evolução e efetividade da rede de direitos humanos da América Latina. In: JELIN, E.; HERSHBERG, E. (Org.). Construindo a democracia: direitos humanos, cidadania e sociedade na América Latina. São Paulo: EdUSP, 2006. p. 97-132.
SILVA, R. D. Empreendedorismo e gestão dos talentos na constituição dos universitários contemporâneos. Linhas Críticas, v. 17, n. 34, p. 545-560, 2011.
SILVA, R. M. D. Os direitos culturais e a politica educacional brasileira na contemporaneidade. Revista Brasileira de Política e Administração da Educação, v. 26, n. 1, p. 123-136, 2010.
SILVA, R. M. D. A escola e as normas em conflito: um ensaio sobre a educação institucionalizada e direitos humanos. Política & Sociedade, v. 10, n. 18, p. 333-350, 2011.
TEIXEIRA, A. Educação não é privilégio. 4. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1977.
TIRAMONTI, G. La escuela en la encrucijada del cambio epocal. Educação e Sociedade, v. 26, n. 92, p. 889-910, 2005.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










