Bordas e tramas de um currículo vagamundo na Educação Infantil
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS10Palabras clave:
Currículo, infâncias, múltiplas linguagens, identidade culturalResumen
O artigo objetiva apresentar o conceito de vagamundo para pensar o currículo nos territórios das infâncias como alternativa às práticas pedagógicas tradicionais e opressoras, marcadas por desigualdades de gênero, raça e classe. Defende-se um currículo que valorize as diferenças e a multiplicidade das infâncias, rompendo com identidades hegemônicas e reconhecendo as múltiplas linguagens — como artes visuais, música, dança, cinema e literatura — como potentes recursos pedagógicos. Inspirado nas ideias de Sandra Corazza e Tomaz Tadeu Silva, o currículo vagamundo é compreendido como um movimento livre, errante e aberto, que perambula pelos saberes e vivências das crianças, permitindo que suas culturas, expressões e experiências orientem o fazer pedagógico. Trata-se de um currículo que não se ancora em temas ou conteúdos fixos, mas se constrói a partir da escuta sensível, das curiosidades e dos gestos cotidianos. Como proposta crítica, esse currículo questiona a fragmentação do conhecimento e convoca educadores/as a refletirem acerca de suas escolhas pedagógicas, reconhecendo o impacto cultural de suas práticas. Por fim, o artigo apresenta reflexões inacabadas, entendendo o currículo vagamundo como um convite permanente à reinvenção pedagógica, à valorização das infâncias e à construção de cotidianos educativos plurais, potentes e libertadores.
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