La naturaleza en Goethe
Fuente constitutiva de la formación humana
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.23.077.AO05Resumen
Para Goethe, la naturaleza desempeña un papel decisivo en la formación humana. El poeta alemán tiene una cosmovisión monista de la realidad, considerando que no hay materia sin espíritu ni espíritu sin materia, oponiéndose, por tanto, a la visión mecanicista, fragmentaria y manipuladora expresada en la visión científica de la modernidad. La unidad entre la naturaleza y el espíritu juega un papel nodal en su teoría, ya que parte de la comprensión del mundo de forma global y totalizadora. Por ello, la interacción con la naturaleza no puede ignorarse ni entenderse como una acción manipuladora del sujeto sobre ella. El conocimiento nace de la interrelación recíproca entre el sujeto y la naturaleza y la formación del ser humano depende del procedimiento participativo que supone la interacción intensa y sensible con ella. Para ello, el poeta afirma que es necesario desarrollar una reflexividad creativa y crítica sobre la experiencia en desarrollo. Considera que la Urform, la forma básica de la que proceden todas las cosas, pertenece a la naturaleza, aportando así una importante y desafiante contribución a la revisión de la relación entre la naturaleza y la formación humana. El rescate de la comprensión de la naturaleza por parte de Goethe implica en la discusión el propio concepto de ser humano que está implícito en sus estudios y en su arte.
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