Fixada à parede, a coisa escrita: o cotidiano escolar em invenção e crítica
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.066.AO04Resumen
Este artigo tem por objetivo refletir acerca da invenção, reprodução e crítica de práticas no cotidiano escolar. Para isso, toma como referência teórica estudos de Michel de Certeau e Henri Lefebvre relacionados à vida cotidiana. Foi empregada, enquanto metodologia, a aplicação do método regressivo-progressivo proposto por Lefebvre através dos procedimentos de descrição, análise, regressão histórica e discussão a respeito de possibilidades. O desenvolvimento do texto comunica a análise que atravessa um artefato pedagógico comum, fixado à parede de uma sala de aula e encontrado em breve incursão a escolas localizadas no Noroeste do estado do Rio de Janeiro. Através do artefato pedagógico encontrado, acontece uma prática que dispõe de elementos presentes tanto em sua produção, quanto na reprodução e consumo. A descrição do artefato produz narrativas datadas historicamente, ressaltando a preservação de concepções anteriormente submetidas à crítica e sinalizando a invenção de outra realidade. No espaço escolar planificado, a busca regressiva e histórica que atravessa práticas e recursos didáticos, vai ao encontro de ideias que as delineiam e normatizam. Esta busca critica a persistência, na contemporaneidade, de produtos humanos já refutados. O estudo aponta para a possibilidade de a escola criar, através da análise crítica, regressiva e histórica, a compreensão acerca daquilo que produz e reproduz.
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