Educação popular e trabalhos autogestionários: iniciativas operando (re)arranjos em territórios vulneráveis
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.064.AO06Resumen
O presente artigo tem como objetivo analisar a educação popular como prática geradora de laços de convivência que potencializem ações comunitárias, transformando condições de vulnerabilidade em espaços ambientalmente sustentáveis. Metodologicamente, esse movimento de aprendizagem compartilhada, geradora de realizações, será analisado por meio da reconstituição do itinerário da Irmã Tereza Araújo e do CEFURIA. A abordagem se propõe desvelar e analisar os reposicionamentos desses atores em ambientes de aprendizagem geradores de problematizações sobre suas condições sociais em meio a mercados modelados por trocas emocionais, simbólicas, produtivas e financeiras. Compreender as posições e posicionamentos desses grupos com seus interlocutores possibilitou identificar suas parcerias junto a esferas institucionais, bem como analisar os (re)arranjos solidários como práticas pedagógicas, onde esquemas mentais foram formados através de repertórios provenientes de vivências, capazes de agregar transformações em microterritórios urbanos. Desses encontros surgiram comunidades de aprendizagem, visões diferentes chegaram a consensos, dos esforços individuais ocorreram convergências pela cooperação. Quando se instalou essa rede de interdependência, as contradições emergiram, eram proferidas em rodas de conversa, assim o senso crítico ganhava terreno ampliando as margens de luta por uma cidade mais inclusiva e democrática. No que se refere aos caminhos teóricos, adotaram-se no estudo Freire e Freire (2014), Polanyi (2000), Porto‑Gonçalves (2006), Sen (2010) e Gadoti (1991). Assim, a Associação de Moradores Santo Inácio de Loyola e o CEFURIA possibilitaram examinar um conjunto de situações e sistemas de pensamento que substituíram resignação pela opção de reorganizar suas vidas.
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