A formação des(continuada) dos professores temporários: provisoriedade e qualidade de ensino
DOI:
https://doi.org/10.7213/rde.v10i30.2392Resumen
Este artigo discute a formação continuada de professores temporários em exercício na rede estadual paulista, considerada uma das maiores redes públicas de ensino do mundo. O trabalho realizado por tais docentes, principalmente os denominados eventuais, tem sido ignorado pelas administrações municipais e estaduais, que não valorizam a existência desses profissionais diante das elevadas taxas de absenteísmo docente, bem como sua importância para a garantia do cumprimento dos diase horas letivas legalmente exigidos. Negligenciados pelas políticas educacionais no que tange aos investimentos na formação continuada e na valorização no âmbito da própria carreira, os professores temporários apresentam vínculos contratuais extremamente frágeis, o que interfere profundamente na constituição desse sujeito como professor, bem como na maneira de conceber a escola, a profissão e o ensino, fazendo-o relacionar sua condição transitória de professor temporário à natureza do trabalho que desenvolve, conferindo um caráter provisório e precário àspróprias ações, o que fica expresso no emprego cada vez mais comum entre professores denominados eventuais, do termo “eventuar”, ao invés de “lecionar”, empobrecendo e simplificando o próprio trabalho, ao mesmo tempo em que colabora para a manutenção de um insuportável graude improvisação e precariedade do trabalho pedagógico, repercutindo, profundamente, no seu processo de formação continuada.Descargas
Citas
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