Manifestações de protesto nas ruas no Brasil a partir de Junho de 2013: novíssimos sujeitos em cena
DOI:
https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.16.047.DS06Resumen
Este artigo analisa as especificidades e novidades presentes nas manifestações públicas em ruas e praças no Brasil a partir de Junho de 2013, do ponto de vista dos sujeitos participantes, segundo suas práticas, ideologias, utopias motivadoras, repertórios das ações, espaços / tempos de ocorrência, e impactos na sociedade e no governo. No início, contextualiza-se historicamente as manifestações, busca-se explicitar categorias centrais na temática tais como, povo, massa e multidão, assim como aborda as diferentes denominações que os novíssimos sujeitos em cena obtiveram, dados pela mídia ou por analistas. As demandas, objetivos e estratégias dos manifestantes são analisados no contexto de protestos sociais que tem a indignação como núcleo articulador. Destacam-se as manifestações de Junho de 2013 e a de Março de 2015. A fonte dos dados advém de arquivos sistematizados via diferentes mídias, entrevistas e pesquisa de observação direta em algumas das manifestações. Nas conclusões destaca-se o fato das manifestações inaugurarem um ciclo de lutas sociais com significados novos; de construírem novas lógicas às ações coletivas em espaços públicos, organizadas pelo ativismo digital no ciberespaço; e de serem fontes de aprendizagens, ensinamentos e produção de novos saberes, especialmente entre os jovens.Descargas
Citas
ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Indústria Cultural e Sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
ALBERONI, F. Gênese. Como se criam os mitos e as instituições da civilização
ocidental. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.
BOURDIEU, P. La distinction: critique sociale du jugement. Paris: Minuit, 1979.
BRANT, M. C. (Org). Teorias da ação em debate. São Paulo: Cortez, 1993.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 05 out.1988. p.1 (Anexo). Disponível em: <https://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm>. Acesso em: 22 jan. 2015.
CANETTI, E. Crowds and Power. N. York: Farrar, Strauss, Giroux. 1984
CASTELLS, M. Simpatia do brasileiro é um mito, diz sociólogo Manuel Casttels.
Folha de São Paulo, 18 maio 2015, p. A12.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
DELLA PORTA, D.; TARROW, S. Introduction: transnational processes and social activism: an introduction. In: DELLA PORTA, D.; TARROW, S. Transnational protest and global activism (Orgs). London: Rowman& Littlefield Public, 2005. p. 1 -17.
GUATTARI, F. As 3 Ecologias. Campinas: Papirus, 1990.
GOHN, M. G. Sociologia dos Movimentos Sociais. 2. ed. São Paulo: Cortez Ed, 2014.
GOHN, M G. Manifestações de Junho de 2013 no Brasil e Praças dos Indignados no Mundo. Petrópolis: Vozes, 2014
GOHN, M. G. (Org). Educação não formal no campo das artes. São Paulo: Cortez Edit, 2015a.
GOHN, M. G. Os protestos recentes no Brasil: 2013-2015. ISA. Fórum de
Sociologia. 2015b. Disponível em: <http://futureswewant.net/maria-da-gloria--gohn-protests-in-brazil-portuguese/>. Acesso em: 15 out. 2015.
HESSEL, S. Indignai-vos! 3. ed. Lisboa: Ed Objectiva, 2011.
LE BON, G. The Crowd. N.York: Viking, 1985.
MARTINS, J. S. Sujeito Multidão. Estado de São Paulo, 22 mar. 2015. Caderno Aliás, p. E3. Disponível em: <http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,sujeito-multidao,1655083>. Acesso em: 15 dez. 2015.
MICHELET, J. O povo. São Paulo: Martins Fontes, 1988
MELUCCI, A. Challenging codes. Cambridge: Cambridge Um.Press, 1996
MOORE JR, B. Injustiça: as bases Sociais da obediencia e da revolta. São Paulo:Brasiliense, 1987.
MORIN, E. Cultura de massas no século XX: neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.
NEGRI, A.; HARDT, M. Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2005
NOGUEIRA, M. A. Incandescência e desorientação. Estado de São Paulo, São
Paulo, 29 mar. 2015, p. A2. Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/noticias/
geral,incandescencia-e-desorientacao-imp-,1659622>. Acesso em: 15 out.
SENNET, R. Juntos. Os rituais, os prazeres e a política da cooperação. Rio/São Paulo, Record, 2012.
TOURAINE, A. Um noveau paradigme. Paris: Fayard, 2005.
WEFFORT, F. O populismo na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










