De Rui Barbosa a Ferdinand Buisson: uma investigação sobre como ensinar desenho
DOI:
https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.16.048.DS03Resumen
Com o propósito de caracterizar o Desenho no ensino primário brasileiro das décadas finais do século XIX buscamos neste artigo desvendar em que medida os métodos prescritos para o ensino primário foram resultantes de apropriações de modelos oriundos de outros países. Para isso inicialmente foi examinada uma produção de Rui Barbosa (trata-se do parecer da Reforma do Ensino Primário e Várias Instituições Complementares da Instrução Pública das Obras Completas de Rui Barbosa vol. X, Tomo II, 1883) em busca de pistas sobre as finalidades do Desenho na proposta pedagógica divulgada por esse intelectual. Em seguida, inspirados em Bastos (2000), procuramosarrolar elementos de aproximação e distanciamento em relação a apropriação do método intuitivo e/ou lições de coisas proposto por Rui Barbosa (1849-1923) para o ensino de Desenho a partir do entendimento posto a circular por Ferdinand Buisson (1841-1932). Constamos que ao que tudo indica, Rui Barbosa fez outras apropriações para o modelo de ensino primário brasileiro. Para os dois, o método intuitivo era considerado como o fundamento de todo o conhecimento. Porém, enquanto Ferdinand Buisson entende método intuitivo e “lições de coisas” como situações diferentes, para Rui Barbosa as “lições de coisas” era o próprio método intuitivo cujo ensino prático e utilitário do Desenho deveria ser ensinado por esse processo.Descargas
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