Diferentes olhares sobre a docência: de qual professor estamos falando?
DOI:
https://doi.org/10.7213/dialogo.educ.14.042.DS08Resumo
Este trabalho visa repercutir algumas imagens de professor propagadas nos discursos atuais da educação, enfocando as expectativas e demandas que corroboram para compor diferentes figuras docentes. Por um lado, as políticas públicas valem-se de um imaginário social da profissão para associar a qualidade na educação à competência profissional docente. Por outro, os diferentes registros do cotidiano educacional brasileiro mostram a miserabilidade material e pedagógica do trabalho do professor. A partir do tensionamento entre esses dois pontos, indaga-se sobre quais concepções de racionalidade e formação respaldam os discursos normativos da docência. Ainda, essas imagens-modelo de professor conseguem enfrentar de forma efetiva as problemáticas da escola contemporânea? À luz das dimensões formativas da Teoria Crítica, este estudo dá especial atenção aos escritos de Theodor Adorno, realizando uma leitura hermenêutica do espaço configurado entre o proposto e o desenvolvido no campo da docência.Downloads
Referências
ADORNO, T. W. Palavras e sinais: modelos críticos 2. Trad. Maria Helena Ruschel. Petrópolis: Vozes, 1995.
ADORNO, T. W. Teoria da semicultura. Revista Educação & Sociedade, v. 17, n. 56, p. 388-411, dez. 1996.
ADORNO, T. W. Tabus acerca do magistério. In: ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Trad. Wolfgang Leo Maar. 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003. p. 97-117.
ADORNO, T. W. Dialética negativa. Trad. Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
BALL, S. Cidadania Global, consumo e política educacional. In: SILVA, L. H. da (Org.). A escola cidadã no contexto da globalização. Petrópolis: Vozes, 1998.
BENJAMIN, W. Experiência e pobreza. In: BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 114-119.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP. n. 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 9 abr. 2002. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/res1_2.pdf>. Acesso em: 7 jul. 2014.
BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 4 jul. 2014.
CAMPOS, R. F. Do professor reflexivo ao professor competente: os caminhos da reforma no Brasil. In: MORAES, M. C. M.; PACHECO, J. A.; EVANGELISTA, O. (Org.). Formação de professores: perspectivas educacionais e curriculares. Porto: Porto Editora, 2003. p. 83-104.
COLL, C. S. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
DUARTE, N. As pedagogias do aprender a aprender e algumas ilusões da assim chamada sociedade do conhecimento. Revista Brasileira de Educação, n. 18, p. 35-40, maio/ago. 2001.
ENS, R. T.; GISI, M. L.; EYNG, A. M. Formação de professores: possibilidades e desafios do trabalho docente na contemporaneidade. Revista Diálogo Educacional, v. 11, n. 33, p. 309-329, mai./ago. 2011.
IDEB – COMERCIAL DO GOVERNO FEDERAL (INFORMATIVO). Brasília: Ministério da Educação, 2008. (66 seg.). Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=M9mSauEMwV8>. Acesso em: 7 jul. 2014.
MAGALHÃES, J. O imaginário como origem e meta histórico-pedagógica. In: ARAÚJO, A. F.; BAPTISTA, F. P. (Coord.). Variações sobre o imaginário: domínio, teorizações, práticas hermenêuticas. Lisboa: Instituto Piaget, 2003. p. 393-407.
NÓVOA, A. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Educação e Pesquisa, v. 25, n. 1, p. 11-20, jan./jun. 1999.
PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000a.
PERRENOUD, P. A arte de construir competências. Revista Nova Escola, n. 135, p. 19-31, set. 2000b. Entrevista.
PRO DIA NASCER FELIZ. Direção e roteiro de João Jardim. Rio de Janeiro: Ravina Filmes /Fogo Azul Filmes, 2006. Documentário. 1 DVD (88 min).
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










