Experienciar, esperienciando
inspirações derridianas para outras evidências científicas
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS07Palavras-chave:
Experiência, Alfabetização, Evidências científicas, AcontecimentoResumo
O presente texto visa problematizar o movimento discursivo que se destaca na Política Nacional de Alfabetização (PNA) sobre a importância da alfabetização baseada em evidências científicas. Neste processo, uma série de discursos têm sido mobilizados e se articulam à ênfase nas evidências, como por exemplo, um sentido de experiência que também requer validação científica, relacionando-as, exclusivamente, a procedimentos científicos, comprovadamente eficazes. Todo esse movimento vem atrelado ao respaldo de uma ciência robusta que deve balizar as políticas educacionais. Assim, em diálogo com Jacques Derrida, pretende-se contribuir para a desconstrução do sentido de experiência, através da noção de experiência como differánce a fim de provocar reflexões sobre as evidências e enaltecer que o processo de alfabetização deve ser pensado na relação com o outro, num movimento constante de diferimento, em que as esperiencias – também científicas – são performadas como (re)criações contínuas e ininterruptas, em movimentos de significação que transitam nas suas próprias incompletudes. A música “Poema”, de Cazuza, inspira-nos nessa reflexão sobre as relações tecidas com o outro em que a familiaridade é fugidia e se perde o tempo todo. Porém, é justamente nessa perda que emana a beleza daquilo que não é possível controlar.
Palavras-chave: Experiência. Alfabetização. Evidências científicas. Acontecimento.
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- Experiencing, esperiencing (English)
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