Infância nacionalizada
tensões do discurso do “nacional” na BNCC e a política curricular de formação de sujeitos
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS05Palavras-chave:
Infância, BNCC, Currículo, Discurso, DiferençaResumo
Este artigo problematiza os efeitos do significante “nacional” na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente em sua relação com a produção de um projeto normativo de infância e cidadania. Partindo da concepção de currículo como campo de disputas, articulamos a teoria do discurso de Laclau e Mouffe, os estudos culturais de Bhabha e as contribuições de Derrida sobre linguagem e indeterminação. A análise documental da BNCC revela como o discurso do “nacional” busca construir um sujeito homogêneo, estável e alinhado a um ideal democrático e civilizatório. No entanto, ao tentar fixar sentidos e moldar identidades, o texto curricular expõe sua própria condição de incompletude e vulnerabilidade. A infância, longe de ser uma categoria estável ou universal, emerge como significante flutuante, performada e atravessada por tensões locais, culturais e políticas. Argumentamos que o currículo, ao convocar infâncias para um projeto de futuro, frequentemente apaga suas experiências presentes e múltiplas. Por isso, defendemos um deslocamento: pensar o currículo como território de invenção e resistência, onde outras infâncias possam emergir — menos enquadradas, mais plurais.
Downloads
Traduções deste artigo
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Editora Universitária Champagnat

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










