Formação e prática de professores de uma escola quilombola no Amapá
por uma didática culturalmente pertinente
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.23.079.AO01Resumo
O objetivo central deste estudo foi analisar as contribuições da formação de professores (inicial e continuada), de uma escola quilombola, para a prática pedagógica em um contexto rico em relações interétnicas. A nível metodológico, a abordagem qualitativa revelou-se a mais adequada para apreender as particularidades de um contexto específico; utilizou-se a entrevista semi-estruturada junto à sete professores do ensino fundamental II. Em relação à análise dos dados, adotou-se o método de Análise de Conteúdo. Constatou-se através das narrativas dos professores a ausência de um currículo mais diversificado durante a formação inicial, que tratasse dos problemas das comunidades socialmente excluídas no Brasil. Essa ausência fragiliza, de certa forma, o exercício da docência nas escolas quilombolas, pois não os prepara para atuar nesse contexto escolar. Entretanto, essa fragilidade não os impediu de integrar em suas práticas didáticas culturalmente pertinentes, através da implementação de vários projetos pedagógicos abordando temáticas como danças tradicionais, rituais religiosos, artesanato, atividades agroalimentares comunitárias, de forma a articular saberes disciplinares e locais. Quanto à continuidade do processo formativo, foi mencionada a grande carência de formação continuada no campo da educação étnico-racial. Em muitas situações, os professores se sentem sozinhos e buscam meios próprios para aprofundar seus conhecimentos e aprimorar sua prática em sala de aula. Nesse contexto, não basta que a escola seja reconhecida como quilombola conforme exigido pelas “Diretrizes Curriculares Nacionais Quilombolas” (2012), se não houver uma preocupação real quanto ao tipo de ensino necessário para as necessidades de formação dos alunos quilombolas em suas mais variadas dimensões.
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