Uma coleção para guardar e ensinar
o caderno de receitas da viscondessa do Arcozelo
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.22.075.DS02Resumo
O artigo em pauta tem como objetivo central analisar aspectos presentes nas anotações do caderno de receitas da viscondessa de Arcozelo, como um artefato que faz parte dos arquivos privados femininos, em especial, das mulheres oitocentistas, cujo cotidiano voltado para casa e família revestia-se de poucas possibilidades de escrita íntimas, notadamente aquelas caracterizadas como narrativas pessoais. Em um plano mais específico, busca-se verificar como o caderno de receitas pode ser considerado também um modo de educação, por meio dos conhecimentos e das práticas que pretendia guardar e preservar para ensinar a outras mulheres. A fonte principal do estudo é o caderno de receitas, analisado como um documento que contém traços de intimidade e cuidado, alimentado em um arquivo pessoal e elaborado por sua titular como uma coleção, a partir da inter-relação com outras mulheres que faziam parte das sociabilidades geracionais do seu tempo. Os procedimentos metodológicos remetem a uma pesquisa essencialmente documental, que confronta esse manuscrito com outros produzidos pela mesma autora, como o seu diário, além da bibliografia referente ao cotidiano feminino de mulheres letradas no século XIX. Ao final, conclui-se com a apreciação desse arquivo pessoal como um importante testemunho da cultura material e da vida cotidiana com seus usos e costumes nas casas-grandes oitocentistas.
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