Instruir, aprender ou comunicar: Reflexão sobre os fundamentos das opções pedagógicas perspetivadas a partir do ato de ensinar
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.16.050.AO01Resumo
Este é um texto por meio do qual se visa abordar os projetos de educação escolar, do ponto de vista dos seus pressupostos e implicações pedagógicas, a partir de uma abordagem que encontra na noção de paradigma o instrumento de organização de uma tal reflexão. Trata-se de uma decisão que visa definir a escala deste empreendimento, através do qual se pretende refletir sobre as crenças e as conceções de caráter ontológico e epistemológico que fundamentam os diferentes tipos de opções subjacentes aos distintos modos de conceber o ato de ensinar, enquanto ato que, segundo Roldão (2009), permite identificar e caraterizar a atividade educativa, específica e singular, dos professores nas salas de aula. Neste trabalho, e de acordo com os pressupostos acabados de enunciar, partimos do princípio que o ato de ensinar pode ser captado, hoje, em função de três paradigmas: o paradigma pedagógico da instrução, o paradigma pedagógico da aprendizagem e o paradigma pedagógico da comunicação (TRINDADE & COSME, 2010). Três paradigmas que serão objeto de interpelação nesteartigo, na medida em que exprimem três modos distintos de pensar o que se entende por educar nas escolas e, concomitantemente, a relação entre docentes, alunos e o património de informações, instrumentos, procedimentos e atitudes que foram culturalmente validados e que são considerados necessários à vida de cada um nas sociedades em que vivemos.Downloads
Referências
BARROSO, J. Os liceus : Organização pedagógica e administração (1836 – 1960) – Vol . I. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian e Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, 1995.
BRUNER, J. Cultura da educação . Lisboa: Edições 70, 2000.
CANÁRIO, R. Educação de Adultos: Um campo e uma problemática. Lisboa: Educa– Formação, 1999.
CHARLOT, B. Da relação com o saber : Elementos para uma teoria. Porto Alegria: Artes Médicas, 2000.
CLAPARÈDE, É. L´Éducation fonctionelle . Neuchatel: Delachaux & Niestlé, S.A., 1931.
COUSINET, Roger. Une méthode de travail libre par groupes. Les Éditions du Cerf, 1945
COSME, A; TRINDADE, R. Organização e gestão do trabalho pedagógico : perspetivas, questões, desafios e respostas. Porto: LivPsic, 2013.
FABRE, M. Situations-problèmes et savoir scolaire. Paris: P.U.F. 1999.
FERRIÈRE, A. A escola activa. Porto: Editora Educação Nacional, 1934
GRÁCIO, R. Obra Completa I. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1995.
NÓVOA, A.; SCHRIEWER, J. A difusão mundial da escola. Lisboa: Educa, 2000.
MATOS, M. S. Teorias e práticas da formação: Contributo para a reabilitação do trabalho pedagógico. Porto: Edições ASA, 1999.
MONTEIL, J-M. Dynamique sociale et systèmes de formation. Paris: Éd. Universitaires – UNMFREO, 1985
PIAGET, J. Seis estudos de psicologia. Lisboa: Publicações D. Quixote., 1978.
PIAGET, J; INHELDER, B. A psicologia da criança. Porto: Edições ASA, 1993.
ROLDÃO, M. C. Estratégias de ensino : o saber e o agir do professor. Gaia: Fundação Manuel Leão, 2009.
SILVA, T. T. da. O adeus às metanarrativas educacionais. In: Silva, T.T. da (Org.), O sujeito da educação: Estudos foucaultianos. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. p. 247-258
TRINDADE, R.; COSME, A. Escola, educação e aprendizagem: Desafios e respostas pedagógicas. Rio de Janeiro: WAK editora, 2010.
TRINDADE, R. O Movimento da Educação Nova e a reinvenção da Escola: Da afirmação de uma necessidade aos equívocos de um desejo. Porto: Universidade Porto Editorial, 2013.
VINCENT, G.; LAHIRE, B.; THIN, D. Sur l’ histoire et la théorie de la forme scolaire. In: VINCENT, GUY (Coord.), L’ éducation prisonnière de la forme scolaire?: Scolarisation et socialisation dans les societés industrielles. Lyon: Presses Universitaires de Lyon, 1994, p. 207-227.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










