A não inovação do programa Ensino Médio inovador
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.18.059.DS13Resumo
O Programa Ensino Médio Inovador (PROEMI) objetiva o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras em escolas de Ensino Médio. Entretanto, trabalhos acadêmicos e observação da realidade de uma escola da zona de norte de Manaus revelam os óbices desse programa. Nesse contexto, a partir do conceito de paradoxo lógico, que implica a existência de duas proposições contraditórias advindas de premissas reconhecidas como verdadeiras, apresenta-se o paradoxo da não inovação do Programa Ensino Médio Inovador. Nesse sentido, o artigo visa problematizar esse paradoxo com o intuito de ensejar a discussão acerca dos limites dessa política educacional. Para tal, efetuou-se a revisão de literatura, a pesquisa documental, a pesquisa de campo e a análise dos dados, a partir das categorias da totalidade, da contradição e da mediação. Comparam-se os argumentos que sustentam a inovação e os contrários por meio de documentos do Ministério da Educação, das teses, das dissertações e da realidade observada em uma escola de Manaus. A análise das contradições do PROEMI viabilizou a conclusão de que uma política governamental que propõe promover a melhoria da qualidade da Educação, com ações restritas de reestruturação curricular e readequação de práticas pedagógicas, em nada inova na solução de problemas sócio-históricos relacionados ao Ensino Médio, pois traz consigo problemas como a distorção idade/série, a evasão dos alunos e os baixos índices alcançados nas avaliações nacionais.
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