O conceito de paradoxo nos campos da educação, da intervenção social e da formação de professores, especialmente no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.18.059.DS04Resumo
O presente artigo almeja enfatizar os diferentes paradoxos da educação brasileira. Impulsionados nesta investigação por dois grandes renomados educadores, um da educação libertária, Ivan Illich e outro da educação libertadora, Paulo Freire, que desde os anos 1960 e 1970 apontam paradoxos relacionados à educação mundial e brasileira. Educadores audaciosos, pois colocam em questão aquilo que jamais a sociedade pensou em questionar, a Escola e a Educação. Ivan llich destaca que o primeiro e maior paradoxo é a crença em uma educação universal, aberta e igualitária, que objetiva o atendimento a todos, independentemente de classe social, no entanto, a escola é seletiva e legitimadora da hierarquia social, quem não teve a oportunidade de frequentá-la já está desclassificado. Outra importante questão salientada por Illich é que a gestão escolar democrática é construída no decorrer do processo, contemplando a participação e engajamento de toda comunidade escolar, porém, paradoxalmente, o que ainda vemos são ranços de autoritarismo. Paulo Freire apresenta três grandes conceitos do seu referencial teórico: a conscientização, a práxis e a autonomia, trazendo-nos o entendimento desses e nos apresentando os paradoxos. Freire nos conduz à reflexão acerca do hodierno cenário mundial da geopolítica capitalista, que norteia as transformações sociais, políticas, econômicas, que produz uma estrutura educacional engessada que não desenvolve autonomia do sujeito e muito menos o conscientiza. Para Freire, a autonomia é fruto de uma escola libertadora que auxilia na capacidade crítica do indivíduo, contribuindo para uma educação reflexiva, crítica, autônoma e conscientizadora, sempre aberta ao inédito viável.
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