Educação a distância em Moçambique: perspectivas para a inclusão da população no ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.19.061.AO10Resumo
Este artigo tem por objetivo discutir as perspectivas de inclusão social, econômica e educacional que a Educação a Distância (EaD) apresenta a Moçambique, na perspectiva de proporcionar, em curto prazo, possibilidade de aumento da idade média de formação da população moçambicana em níveis da educação primária, da educação secundária e do ensino superior. A metodologia utilizada baseou-se em levantamento bibliográfico acerca de autores conceituais em EaD, dados estatísticos e políticas públicas de Moçambique, bem como autores do país que se debruçaram sobre esse assunto nos últimos anos. Observa-se que Moçambique apresenta hoje altas taxas de analfabetismo (perto de 50%) e baixo índice de formação em nível médio e superior (respectivamente cerca de 13% e menos de 1%). De maneira a diminuir distâncias em tempos e espaços formativos e proporcionar ao país um crescimento mais acelerado dos níveis de formação, compreendemos que a modalidade EaD seria a mais adequada para atender as demandas e desafios hoje postos ao país. Torna-se ainda mais pertinente quando se observa que a EaD cresceu significativamente em Moçambique, mas ainda alcança um número relativamente baixo de alunos, sobretudo no ensino superior, configurando-se, portanto, uma modalidade de formação desafiadora e, ao mesmo tempo, capaz de proporcionar um grande salto educacional e inclusivo em Moçambique.
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