Autonomia e autoridade científicas na educação: um campo dialógico e compreensivo
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.18.059.AO05Resumo
O presente artigo propõe uma atualização da teoria dos campos de Pierre Bourdieu para repensar os parâmetros usados para aferir o grau de autonomia e autoridade científicas da Educação. Utiliza-se de revisão teórica de autores Bourdieu (1983; 2003; 2004), Bernard Lahire (2002), Bernard Charlot (2006), Boaventura de Sousa Santos (2004; 2008), Hans-Georg Gadamer (1999), José Carlos Libâneo (2005) e Émile Durkheim (2007; 2011). Parte-se do pressuposto de que no contexto contemporâneo, onde a heterogeneidade de demandas se intensifica, e num campo com suas especificidades, neste caso a Educação, é preciso pensar na autonomização e na busca por autoridade científica em outros termos. Sugere-se o diálogo compreensivo interdisciplinar e entre agentes internos e externos do campo como alternativa para obtenção de reconhecimento (autoridade científica) e autonomia, levando em conta as particularidades do campo da Educação.
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