Paulo Freire dialogando com a matemática

Kalina Lígia Almeida de Brito Andrade

Resumo


Após algumas reflexões acerca das obras do educador Paulo Freire, observamos o quanto seus ensinamentos e conjecturas, aliados a teorias de outros autores como Carrarer, Lorenzato e Fiorentini, se inserem perfeitamente no quadro de baixa qualidade do desempenho por que passa o processo de ensino e aprendizagem da Matemática. O autor mostra com propriedade o quanto é possível fazer a diferença em uma sala de aula, transformando esse cenário de mecanicismo, autoritarismo e descontentamento em um ambiente onde prevalece a dinamicidade, a cumplicidade, a tolerância e o estímulo à busca pelo conhecimento, onde deve haver a cooperação e a participação efetiva de todos os envolvidos na aquisição do conhecimento. Observamos a necessidade de os professores (re)significarem seus saberes e práticas e não dependerem exclusivamente de sua formação, mas estarem se aperfeiçoando continuamente e implantando propostas inovadoras, buscando sair de sua zona de conforto, fazendo o aluno compreender e construir suas próprias habilidades matemáticas, além de desenvolver uma consciência crítica, auxiliando-os a compreenderem e transformarem o mundo a sua volta. Dessa forma, apresentamos um diálogo entre a Matemática que está sendo exposta hoje aos nossos educandos e as reflexões apresentadas por Paulo Freire e outros autores, visando transformar a condição de ensino bancário em que se encontra esta disciplina em que muitos educadores insistem em laborar em uma prática pedagógica dinâmica, criativa, que estimule aos educandos a construírem seu próprio conhecimento.


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DOI: http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.18.056.AO03

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