A cultura escolar em conflito: ensino técnico e matemática moderna em Portugal

Alexandra Rodrigues, Barbara Winiarski Diese Novaes, José Manuel Matos

Resumo


O artigo estuda as transformações exigidas às escolas do ensino profissional português durante a reforma da matemática moderna que ocorrem a partir de finais dos anos 1960. Em primeiro lugar, traça um quadro das normas associadas às escolas técnicas portuguesas antes da reforma, recorrendo à legislação fundadora, aos manuais e a artigos de opinião de professores. Em segundo, detalha o debate que antecipou a introdução da reforma recorrendo a artigos e a opiniões expressas durante os cursos preparatórios, onde são notórias as pressões para mudanças na cultura escolar, especialmente nas suas representações, suscitadas pela nova matemática. Finalmente, observar-se como se materializou a reforma nos livros de texto da experiência.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, L. Palavras do Inspector-Superior do E. T. P., Dr. Leopoldino de Almeida, no encerramento dos Cursos de Actualização e Valorização Didáctica do pessoal docente, em 1969. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 41, p. 9-22, 1970.

BISCAIA, A.; et al. Matemática Cursos Industriais Comerciais e Agrícolas. 1ª parte 2º ano. Edição experimental para o 2º ano 1971/72. Lisboa: Amílcar de Matos Marques, 1971.

GOMES, F.; PEREIRA, V. Matemática Cursos Gerais de índole industrial. 2ª parte / 2º ano. Edição experimental para 1972/73. Lisboa: Amílcar de Matos Marques, 1972.

HEITOR, A. O. S. A aprendizagem da Matemáticas nas escolas técnicas - I. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 16, p. 155-75, 1954a.

HEITOR, A. O. S. A aprendizagem da Matemática nas escolas técnicas - II. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 17, p. 431-42, 1954b.

HEITOR, A. O. S. A aprendizagem da Matemáticas nas escolas técnicas - III. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 18, p. 51-62, 1955a.

HEITOR, A. O. S. A aprendizagem da Matemáticas nas escolas técnicas - IV. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 19, p. 33-52, 1955b.

HEITOR, A. O. S. Comentário sobre a XI reunião da Comissão Internacional para o Estudo e Aperfeiçoamento do Ensino da Matemática. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 23, p. 269-84, 1958.

HEITOR, A. O. S. Artigo preparatório do 2º Curso de Aperfeiçoamento dos Professores de Matemática (E.T.P.). Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E. T. P.), n. 9, p. 1-5, 1967a.

HEITOR, A. O. S. Comunicação sobre o 2º Curso de Valorização e Actualização dos Professores de Matemática. Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E.T. P.), n. 10, p. 1-2, 1967b.

JULIA, D. A cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de História da Educação, Campinas, São Paulo: SBHE, n. 1, jan-jul, p. 9-43, 2001.

MATOS, J. M. Mathematics education in Spain and Portugal. Portugal. In: A.

KARP; G. SCHUBRING (Eds.), Handbook on the History of Mathematics Education. Londres: Springer, 2014. p. 291-302.

MATOS, J. M.; NOVAES, B. W. D.; GABRIEL, L. M. Recompondo a cultura da matemática escolar: a intervenção da Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E.T.P.). Em J. A. FERNANDES; M. H. MARTINHO; F. VISEU (Eds.), XX Seminário de Investigação em Educação Matemática. Viana do Castelo: APM, 2009. p. 228-38.

NOVAES, B. W. O Movimento da Matemática Moderna em escolas técnicas industriais do Brasil e de Portugal: impactos na cultura escolar. Tese (Doutorado em Educação); Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2012.

PEREIRA, V. J. Alguns apontamentos recolhidos durante o colóquio de Professores de Matemática (Outubro de 1967). Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E. T. P.), n. 14, p. 3-9. 1967.

PEREIRA, V. J. 3º dia - 1ª sessão. Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E. T. P.), n. 18, p. 13-14. 1968.

PORTUGAL. Decreto nº 37.029, Estatuto profissional industrial e comercial. Diário do Governo, 198, 1948, p. 844-911.

PORTUGAL. Portaria nº 13.800 Programas do Ensino Profissional e Comercial. Diário do Governo, 8, 1952, p. 17-236.

REDAÇÃO. Matemática Moderna, porquê? Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E. T. P.), n. 3, p. 1-3. 1967.

RODRIGUES, A. S. A matemática no ensino profissional. Os programas e as representações dos professores. 2014. Tese Doutorado em Didática da Matemática Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2014.

SAMPAIO, J. S. A deterioração do professorado. Boletim da Direcção de Serviços do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário, n. 12, p. 72-80, 1975.

SILVA, E. R. O primeiro ano de Matemática. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 11, p. 207-234, 1952.

SILVA, E. R. O segundo ano de Matemática. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 15, p. 12-48, 1953.

SILVA, E. R. A Matemática no Ciclo, disciplina de trabalho. Escolas Técnicas, Boletim de Acção Educativa, n. 27, p. 131-40, 1960.

SILVA, E. R.; ALMEIDA, J. A. M. Matemática industrial, 2º volume (2ª ed.). Lisboa: Livraria Sá da Costa, sem data, [>1958].

SOUSA, I. M. Manuais escolares de matemática para o Ciclo Preparatório do Ensino Técnico. Dissertação de Mestrado em Ensino de Matemática - Universidade Nova de Lisboa, Almada, 2012.

VELHO, A. V. Respostas ao questionário. Folha Informativa dos Professores do 1º Grupo (E. T. P.), n. 14, p. 10-13. 1967.




DOI: http://dx.doi.org/10.7213/dialogo.educ.16.048.DS06

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Editora Universitária Champagnat