Desejo, fantasia e currículo
das signifiXações à concertinidade
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.26.088.AO03Palavras-chave:
Currículo, Desejo, SignifiXação, ConcertinidadeResumo
Fazendo composição com a filosofia de Espinosa e com elementos da teoria psicanalítica, o presente artigo discute as fantasias de determinação do desejo e do currículo. Em uma leitura pós-crítica de inspiração pós-estruturalista, admite-se a força dos discursos sobre as políticas curriculares contemporâneas, marcadas tanto pela racionalidade neoliberal quanto pelas abordagens críticas que pretendem enfrentá-la. Por um lado, o neoliberalismo estabelece ideais de eficiência e de sucesso; por outro, vê-se na perspectiva crítica a instituição de outros ideais, como os de igualdade e de bem comum. Tais perspectivas, apesar de indicarem franca oposição, acabam por convergir no desejo de fixação de ideais, com promessas beatíficas de completude e horríficas de ameaça. Por admitirem a concepção moderna de que os sujeitos são seres racionais e plenamente autônomos, capazes de escolher e de se adequar a fins previamente estabelecidos, argumenta-se que tais perspectivas incorrem na fantasia de signfiXação de ideais a serem desejados. Face a essa fantasia, o trabalho articula concepções da ontologia relacional espinosista, segundo a qual o desejo é entendido como dinâmico e marcado pela concertinidade das circunstâncias experimentadas. Ao acentuar o múltiplo concerto de indivíduos em relação, pretende-se argumentar que a educação não pode ser pré-determinada, pois seus processos não estão isentos de uma negociação de forças. Assim, as noções de concertinidade, negociação e comércio buscam tensionar as fantasias de determinação do desejo presentes tanto na normatividade crítica quanto nos ideais de controle mercadológicos.
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- Desire, fantasy and curriculum (English)
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