A morte da Pedagogia? Os fundamentos modernos da educação escolar frente aos desafios da pós-modernidade numa perspectiva histórico-filosófica
DOI :
https://doi.org/10.7213/1981-416X.19.061.AO07Résumé
O artigo parte da premissa de que a Pedagogia, enquanto campo teórico-prático, produz diversos enunciados para significar as práticas pedagógicas escolares, desde a Modernidade. Esse legado moderno de formação do “sujeito educado” enfrenta dificuldades nas condições práticas de sua realização, em virtude do cenário pós-moderno que interpela a metafísica, as grandes narrativas, a ideia de unidade e de universalidade, e também a noção de sujeito. Diante do anúncio da morte da metafísica e da morte do sujeito, o pósmoderno representaria também a morte da Pedagogia, já que sucumbem as categorias que lhe são estruturantes. O presente estudo, de caráter bibliográfico, sistematiza argumentos para caracterizar esse cenário social e cultural e refletir sobre a possibilidade de a Pedagogia enfrentar o relativismo e a falta de expectativas quanto ao futuro, típicos desse cenário, diante da necessidade de continuar gerando discursos que possam amparar as práticas pedagógicas escolares. A argumentação busca ofertar recursos teóricos a partir de uma leitura não niilista do pós-moderno, e aposta na preservação e renovação, ainda que em bases menos seguras, do potencial pedagógico da tradição moderna como forma de dar sentido às práticas pedagógicas escolares.
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