A FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DOS PROFESSORES DE ADOLESCENTES: OS ADOLESCENTES EXISTEM ?
DOI:
https://doi.org/10.7213/rde.v7i21.4597Resumo
Esse texto tem por objetivo apresentar considerações tecidas em nossa pesquisa de Mestrado2 discutindo as relações entre formadores, professores e adolescentes da formação inicial à prática na Educação Básica. A primeira consideração que se destaca é a quase inexistência da abordagem das vivências dos adolescentes nas práticas dos formadores. A ausência de conteúdos que discutam esse momento do desenvolvimento humano revela uma negação da importância do estudo de suas vivências específicas. A segunda delas é a forte identificação entre a concepção de educação adotada pelos formadores e suas manifestações na prática pedagógica deles. As manifestações que aparecerem, aqui, são a relação que os formadores estabelecem com os licenciandos, a concepção que os formadores têm de formação de professores, o grau de inserção dos formadores no processo da Educação Superior. E são, em grande medida, resultantes da concepção educacional adotada pelos formadores, da não exigência de formação didática e/ou de vivências com aquelas etapas educacionais pelos formadores, pela inexistência de uma política de formação continuada e até mesmo de espaços pedagógicos e físicos que facilitem as práticas coletivas dos formadores. Constatamos escassez de bibliografia concernente a adolescentes, adolescentes pobres, formação inicial e continuada de formadores da Educação Superior, como, também, de bibliografia que trate da relação entre estes temas e entre os sujeitos envolvidos neles.Downloads
Referências
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