COMPLEXIDADE, CURRÍCULO E ÉTICA: O PARTO DE UM NOVO MUNDO
DOI:
https://doi.org/10.7213/rde.v7i22.4153Resumo
Este artigo analisa a crise do pensamento ocidental contemporâneo e a emergência de uma nova cosmologia fundada na complexidade. Ela representa a superação da visão que pretendeu descobrir princípios de simplicidade, estabilidade e objetividade em uma realidade essencialmente complexa e ambígua. A superação da concepção fragmentadora da realidade encontrase no centro dessa nova visão, conciliando reflexão com sensibilidade e razão com experiência. Da idéia de complexidade resulta uma ética que constitui o fundamento do reconhecimento de que a dimensão interior de cada mulher e homem o/a transforma em um acontecimento de importância cósmica. E dela resulta também a urgência de que todas as instâncias da sociedade – mas principalmente a escola, por sua própria raison d´être – assumam a sua responsabilidade social e planetária, estabelecendo um novo contrato de solidariedade em favor da Terra, da Vida e da Humanidade.Downloads
Referências
ARENDT, Hannah. A condição humana. Tradução de Roberto Raposo. Pósfacio de Celso Lafer. 10. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Temas transversais: ética. Brasília: MEC/SEF, 1998.
CASSIRER, Ernst. O mito do Estado [1946]. Tradução de Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.
______. Ensaio sobre o homem: introdução a uma filosofia da cultura humana [1944]. Coleção Tópicos. Tradução de Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
CHARDIN, Teilhard de. O fenômeno humano. 6. ed. São Paulo: Cultrix, 1986.
COMPARATO, Fábio Konder. Ética: Direito, moral e religião no mundo moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
DELORS, Jacques et al. Educação, um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. São Paulo: Cortez, 1998.
DEMO, Pedro. Conhecimento moderno: sobre a ética e intervenção do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1998.
DOLL JUNIOR, William E.Currículo: uma perspectiva pós-moderna. Porto Alegre: Artmed, 2002.
FOUCAULT, Michel. A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
GADELHA, Regina Maria d’Aquino Fonseca. Impactos da Globalização nos Projetos das Elites Nacionais. In: Globalização, a vaca louca do capitalismo Avançado, Revista Cultura Vozes, Petrópolis: Vozes, v. 92, n. 1, 1998.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias; TESCAROLO, Ricardo. Sociedade da aprendizagem: informação, reflexão e ética. Ciência da Informação, Brasília, v.33, n. 3, p. 35-40, 2004. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/viewarticle.php?id=631>. Acesso em: 4 fev. 2006.
HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. 5. ed. São Paulo: Centauro, 2003.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. São Paulo: Globo, 2001.
JONAS, Hans. O princípio vida. Fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis: Vozes, 2004.
LEITE, Carlinda. Reorganização curricular do ensino básico: problemas, oportunidades e desafios - Encontros de Primavera, ASA, Porto, 19 e 20 de Abril de 2001. Disponível em: <http://www.fpce.up.pt/ciie/publs/artigos/asa.doc>. Acesso em: 5 out. 2006.
LÉVY, Pierre; AUTHIER, Michel. As árvores do conhecimento. São Paulo: Escuta, 1995.
LIPOVETSKY, Gilles. O crepúsculo do dever: a ética indolor dos novos tempos. Tradução de Fátima Gaspar e Carlos Gaspar. Lisboa: Dom Quixote, 1994.
MACEDO, Lino de. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1994.
MATURANA, H.; VARELA, F. A árvore do conhecimento. Campinas: Psy, 1995.
MORAES, Maria Cândida. Pensamento eco-sistêmico: Educação, aprendizagem e cidadania no século XXI. Petrópolis: Vozes, 2004.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo: Epistemologia e Sociedade. Lisboa: Instituto Piaget, 1995.
______. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000.
______. A religação dos saberes: o desafio do século XXI. Jornadas temáticas idealizadas e dirigidas por Edgar Morin. Tradução e notas de Flávia Nascimento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
NICOLESCU, B. Aspectos Gödelianos da natureza e do conhecimento. Disponível em: <http://www.cetrans.futuro.usp.br/godelianos.htm>. Acesso
em: 1999. O’SULLIVAN, Edmund. Aprendizagem transformadora: Uma visão educacional para o século XXI. São Paulo: Instituto Paulo Freire, 2004.
REBOUL, Olivier. A filosofia da educação. Lisboa: Edições 70, 2000.
ROSNAY, Joël de. O homem simbiótico: Perspectivas para o terceiro milênio. Petrópolis: Vozes, 1997.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo; razão e emoção. 2. ed. São Paulo: Hacitec, 1997.
SCHNITMAN, Dora et al. Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Tradução. Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1996.
______. LITTLEJOHN, Stephen (Org.). Novos paradigmas em mediação. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues e Marcos A. G. Rodrigues. Porto Alegre: Artmed, 1999.
TARNAS, Richard. A epopéia do pensamento ocidental: Para compreender as idéias que moldaram nossa visão de mundo. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
VASCONCELLOS, Maria José Esteves. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência. Campinas: Papirus, 2003.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










