Caminhando ao lado das infâncias e produzindo currículos afropindorâmicos
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS14Palavras-chave:
Infâncias, Currículos, Insurgências, Caminhar ao lado, Conhecimentos afropindorâmicos.Resumo
O presente artigo parte de um conjunto de pesquisas, abordando a relação entre infâncias e currículos antirracistas, buscando um mundo mais plural e coletivo. Metodologicamente, o trabalho se baseia na ideia de "caminhar ao lado" das infâncias, inspirada em xxx (2025) e Trinh T. Minh-ha (2015), o que significa uma parceria horizontal e a escuta das crianças para provocar mudanças curriculares. As teorizações baseiam-se em Conceição Evaristo, bell hooks, Nilma Lino Gomes e Negô Bispo, entre outros, problematizando a racialização das infâncias e a invisibilização de crianças negras e indígenas no currículo hegemônico, que historicamente tem operado como dispositivo de exclusão. Propõe-se a criação de currículos afropindorâmicos que acolham as vozes e epistemologias das infâncias racializadas, entendendo as crianças como sujeitos de direitos e saberes. Para isso, o currículo deve ser um espaço de criação coletiva, afeto e pertencimento, rompendo com sua neutralidade e intocabilidade. A luta por um currículo decolonial crítico antirracista implica em "desnudar" seus alicerces coloniais e suspeitar de narrativas hegemônicas que dissimulam a colonialidade do saber, do poder e do ser. À guisa de conclusão afirma-se que a infância, especialmente a negra e indígena, deve ser reconhecida como um território fértil de aprendizado mútuo, reencantamento do mundo e insurgência, capaz de perturbar as certezas e romper os pactos de silenciamento.
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