Concepções de infância, de brincar e de interação em currículos estaduais brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS03Palavras-chave:
BNCC, Currículo, Infância, Brincadeira, InteraçãoResumo
Este artigo é um recorte de macroprojeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O estudo objetivou analisar o processo de materialização da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em cinco currículos da Educação Infantil de estados brasileiros - Bahia, Goiás, Pará, Paraná e São Paulo - com ênfase nas concepções de infância, brincar e interação. A investigação fundamenta-se nos referenciais teóricos da pedagogia histórico-crítica e da psicologia histórico-cultural, cuja base epistemológica e ontológica é o método do materialismo histórico-dialético. Quanto aos procedimentos metodológicos, adotou-se a análise documental dos currículos da Educação Infantil dos estados supracitados, e de depoimentos de gestores(as) que participaram de uma intervenção didático-formativa realizada no âmbito do macroprojeto. A análise revela que embora possuam especificidades, os currículos encontram-se em consonância com a BNCC. No processo de elaboração, ficou demarcado o envolvimento de atores públicos e privados, com destaque para as instituições representantes do mercado, a exemplo dos currículos da Bahia, de Goiás e do Paraná. Embora todos anunciem, no âmbito discursivo, a importância das brincadeiras e das interações como eixos estruturantes da Educação Infantil, identificam-se tensões entre a tentativa de adaptação das diretrizes nacionais às realidades locais, risco de padronização e esvaziamento curricular.
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