Currículos para as infâncias
disputas, resistências e a criação de uma possível educação emancipadora, antirracista e de valorização dos professores
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS18Palavras-chave:
Currículo em Disputa, Infâncias, Filosofia das Crianças, Formação Continuada de Professores, Autonomia Docente, Escola Sem PartidoResumo
Este artigo analisa as disputas e resistências nos currículos voltados às infâncias no cenário brasileiro, buscando uma educação emancipadora. Fundamenta-se a partir do diálogo de três teses de doutoramento que partem do contexto da escola pública para pensar as relações das infâncias, do currículo e da formação continuada dos professores, com o objetivo de analisar as disputas e resistências nos currículos voltados às infâncias no cenário brasileiro, buscando uma educação emancipadora. A pesquisa revela que o currículo é um campo de luta ideológica, onde movimentos como o Escola Sem Partido tentam controlar narrativas, excluindo temas sobre raça, classe e religiões de matriz africana, promovendo um branqueamento curricular. Essa postura restringe a autonomia do professor e limita o desenvolvimento de pensamento crítico, especialmente para infâncias negras e indígenas. Em contrapartida, a Filosofia das Crianças propõe um currículo baseado na escuta e na capacidade de questionar, desafiando modelos padronizados de ensino. A formação continuada aparece como espaço estratégico para fortalecer a autonomia dos professores e promover currículos mais inclusivos e diversos. O estudo reforça a importância de defender a autonomia dos professores e da escola pública como espaço de liberdade, resistência e transformação social, fundamental para uma educação crítica, democrática e antirracista, que valorize as infâncias e empodere os professores.
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