Currículo em chamas
Fahrenheit 451, o controle e o silenciamento da infância
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.087.DS12Palavras-chave:
Currículo, Infância, Escuta, Educação, Fahrenheit 451Resumo
O presente artigo tem como objetivo analisar os fundamentos político-pedagógicos presentes na obra distópica Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, e estabelecer uma interlocução entre os trechos da obra e as concepções contemporâneas de currículo e infância. A partir da perspectiva crítica freiriana da educação, discute-se como a obra denuncia um modelo educacional voltado ao silenciamento, à negação do pensamento crítico e à formação de subjetividades conformistas. Com base em autores como Paulo Freire (1987), Miguel Arroyo (2013), e Theodor Adorno (2020), problematiza-se o uso da escola como instrumento de controle ideológico e a redução da infância a um tempo de captura e normatização precoce. Compreende-se ainda o currículo não apenas como um instrumento prescritivo de conteúdos e competências, mas como território político de disputas. A escuta é abordada como prática pedagógica que rompe com a lógica adultocêntrica e abre espaço para o reconhecimento das crianças como sujeitos de linguagem, saberes e direitos.
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- Curriculum on Fire (English)
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