Quando a dignidade não cabe na ementa
uma análise da formação inicial de pedagogas(os) no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.25.086.DS12Palavras-chave:
Formação docente, Educação em Direitos Humanos, Pedagogia, Decolonialidade, CurrículoResumo
Este apresenta a presença/ausência de indicadores da Educação em Direitos Humanos (EDH) nos currículos dos cursos de Pedagogia no Brasil, a partir da análise de conteúdo de 220 Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de instituições públicas e privadas. Os resultados revelam que a EDH permanece marginalizada, com abordagens fragmentadas, pontuais e frequentemente eletivas, sem articulação interdisciplinar e sem centralidade na formação docente. A investigação adota uma abordagem qualiquantitativa e fundamenta-se em referenciais críticos e decoloniais, apontando que os princípios de igualdade, liberdade e identidade são os mais recorrentes, enquanto dimensões como relações étnico-raciais, de gênero, afetivo-sexuais e mais-que-humanas são escassamente abordadas. O estudo interpreta esses dados como expressão de um projeto de formação ainda ancorado em um mito universal de humanidade, que silencia outras formas de existência e conhecimento. Ao propor a EDH decolonial como prática ética e insurgente, o artigo defende uma formação que valorize a dignidade em sua dimensão relacional, política e planetária.
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