Epistemologia complexa e as compreensões narrativas do vivido na pesquisa (auto)biográfica
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.23.078.DS11Resumo
O texto se tece como um ensaio teórico-epistemológico, articulado com reflexões de experiências formativas e profissionais na docência universitária pensando a escola com os/as professores/as da Educação Básica fruto do entrelaçamento da Epistemologia da Complexidade com a Pesquisa narrativa (auto)biográfica. Tem como objetivos: compreender as relações e sentidos do pensamento complexo com a pesquisa narrativa no campo educacional, bem como refletir que contribuições a complexidade e as abordagens (auto)biográficas promovem na formação de professores/as. Parte da seguinte provocação: como é possível articular a Teoria Complexa com a Pesquisa narrativa (auto)biográfica? De que forma essas abordagens possibilitam pensar a formação de professores/as em um contexto de incertezas e complexidades da vida, pesquisa, formação, educação e sociedade no cenário atual? A proposição teórica e epistemológica é discutida à luz do Pensamento Complexo em: Edgar Morin, Maria da Conceição Xavier de Almeida, Izabel Petraglia, Maria Cândida Moraes, Marilda Aparecida Behrens e outros, entrelaçando-se com as reflexões do Movimento de Histórias de vida em formação na pesquisa narrativa (auto)biográfica com Marie-Christine Josso, em diálogo com Ivor Goodson, Inês Bragança, Conceição Passeggi e outros. Como resultados reflete que seria preciso promover um viés mais complexo sobre a vida, educação, formação, aprendizagem e conhecimentos com professores/as e alunos/as na constituição de processos significativos na educação escolar e na formação, desenvolvendo e valorizando suas histórias de vida e narrativas (auto)biográficas na composição ética, solidária e responsável de outras tantas possibilidades formativas, democráticas e emancipatórias na educação, no ensino e experiência profissional da docência.
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