Percursos formativos na educação infantil:
O que nos dizem os professores?
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.23.076.DS17Resumo
A formação docente contínua é condição de qualificação para os professores da educação infantil. Autores como Gatti (2011; 2018), Kramer (2005), Zabalza (2007), entre outros, defendem a formação continuada como construção de competências para o exercício do magistério. Em consonância com as ideias defendidas por esses estudiosos, os trabalhos de Abuchaim (2018), Campos (2018) e Barbosa (2016) demonstram a relevância do aperfeiçoamento permanente para a reflexão e a consolidação de práticas pedagógicas concernentes à primeira infância. Diante dessas pesquisas, a seguinte pergunta se impõe: quais são as necessidades de formação dos docentes que atuam na educação infantil? Motivado por este questionamento, o presente artigo primou pela escuta dos docentes em relação
a seus percursos formativos. O objetivo, portanto, foi reconhecer quais são as necessidades e as dificuldades formativas vivenciadas pelos docentes da educação infantil na rede municipal de ensino de Aracaju/SE. Quanto ao percurso metodológico, ele apresenta natureza qualitativa. Para a produção do material de análise, foram realizadas entrevistas individuais com 44 docentes atuantes na pré-escola, em instituições localizadas na referida cidade. Entre os resultados, foi evidenciado que a fragilidade ou a ausência de formação docente impacta negativamente na relação do professor com a sua identidade profissional. Por essa razão, escutar os docentes, promovendo a reflexão de suas necessidades e dificuldades de formação contínua, no contexto da primeira etapa da educação básica, constitui relevante contribuição para o movimento de qualificação da docência orientada à primeira infância.
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