O fotógrafo vai à escola
Os usos da fotografia escolar por parte dos dirigentes da instrução pública primária (Paraná, Brasil, 1910-1950)
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.22.073.DS10Resumo
O presente artigo se volta para a análise da fotografia como fonte para a história da educação, valendo-se das imagens que foram registradas por fotógrafos anônimos e compiladas por prefeitos do Paraná, em resposta a um pedido do advogado e professor Alir Ratacheski, que organizou um livro pelo centenário paranaense, focado na instrução pública. Ao organizar o livro, Ratacheski classificou as fotografias das escolas como “ilustrativas”, devendo seguir ao lado da notícia a ela correspondente. Um modo de conceber a imagem como atestado do escrito. Seguindo a sugestão do organizador da publicação, ao invés de ficarem ao final do livro, as imagens poderiam entrar ao lado da tabela em que elenca os municípios e a quantidade de grupos escolares e escolas isoladas que funcionavam em 1920, por exemplo, ou serem dispostas quando escreve sobre o ensino mantido pelos municípios. Isso demonstra a organização pensada e a informação que se daria destaque atrelada a fotografias. Por meio da investigação aqui conduzida, percebe-se que havia por parte dos governantes, ao enviar essas fotos, um esforço em demonstrar ao governo estadual que escolas eram construídas, inauguradas, frequentadas e providas pelo município. As fotografias registram a estrutura dos prédios escolares, muitos em madeira, e um pouco do seu interior, o que nos permite observar a mobília das salas de aula e perseguir, também, os indícios da cultura material escolar.
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