Entre lar e Igreja: A Educação de mulheres e as Congregações religiosas na Amazônia Paraense (1900-1927)
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.067.DS06Resumo
Este artigo tem como cenário a educação mulheres nas primeiras décadas do
século XX na Amazônia paraense. As congregações religiosas que atuaram em instituições femininas no Pará administraram instituições educativas que
abrigaram, instruíram e educaram meninas para ajudar a construir o Pará
republicano. Pretende-se analisar as ações e práticas educativas das congregações Filhas de Sant’ana e Irmãs de Santa Doroteia. De cunho documental, o corpus da pesquisa é constituído dos jornais católicos A Palavra e A Boa Nova, mensagens dos governadores do estado do Pará e o relatório do Instituto Gentil Bittencourt. Os resultados indicam que as meninas educadas pelas duas congregações eram instruídas nas habilidades femininas para se tornassem mães de família e mulheres preparadas para o casamento. As congregações atenderam aos anseios das oligarquias em Belém, no propósito de disseminar uma formação educativa feminina em asilos, colégios e internatos, funcionando a partir da parceria entre Igreja e Estado. As ações das Congregações Filhas de Sant’ana e Irmãs Doroteias, na Amazônia paraense no período da Belle Époque, foram fundamentais para a formação de mulheres integras, prendadas e com valores morais cristãos. Devido a existência de vários espaços considerados “perigosos” para as mulheres, a atuação das congregações evitaram que elas caíssem no abandono, criminalidade e prostituição. A educação defendida pelas congregações teriam a missão de formar mulheres de modelo para os filhos e exemplo para os maridos e úteis à sociedade paraense.
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