Negar a leitura literária hoje pra conter a organização política amanhã: formação estética para quem?
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.21.068.AO06Resumo
Este ensaio discute pressupostos psicológicos e filosóficos para a formação estética da criança na experiência com a leitura de literatura. Nesse viés, problematiza brevemente políticas de acesso à leitura promovidas pelo Ministério da Educação; trata da imaginação e da criatividade, na perspectiva vygotskyana, como atividade humana determinada pela cultura e pela linguagem; e dos conceitos de imagem dialética e de mímesis, sob a perspectiva de Walter Benjamin, concebendo a leitura literária contrária à instrução de conteúdo moral, informativo, de simples divertimento, de caráter didático para o ensino da língua ou, ainda, de interpretação livre e espontânea por parte da criança. Esse esforço empenhado se justifica pela necessidade de que seja ainda discutida a dimensão estética da leitura literária infantil como um caminho para que as crianças acessem seus sentimentos mais conflitantes, extrapolem fronteiras de condutas padronizadas, participem da cultura, atribuam sentidos ao vivenciado, desenvolvam a atividade criadora e conciliem maneiras de se relacionar com o mundo. Isso está estreitamente vinculado a uma perspectiva de formação que não se ajusta à moral do trabalho — que propõe ideias conciliadoras, pragmáticas e utilitárias que promovem a contenção política —, mas à necessidade de formar-se, de modo mais pleno possível, como um sujeito do conhecimento histórico desde a infância.
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