Por uma abordagem intercultural da educação: levar a cultura a sério
DOI:
https://doi.org/10.7213/rde.v10i30.2476Resumo
A importância de se considerar a dimensão cultural da educação é reconhecida cada vez mais não somente pelos investigadores e trabalhares da educação, mas também pelos responsáveis dos sistemas educativos. No entanto, nem sempre se sabe o que isso abrange precisamente. Este artigo procura refletir sobre as diferentes facetas da dimensão cultural da educação, bem como a respeito das armadilhas que o conceito de cultura, tão difícil de definir, pode ocultar. Procurando refutar o discurso universalista que nega ou minimiza a dimensão cultural, a educação intercultural utiliza um discurso que às vezes escorrega para o culturalismo, congelando a outra pessoa em diferenças imutáveis. Para evitar a escolha da sacralização das culturas, trata-se de conceber a interculturalidade como uma dialética entre o valor da diferença e o valor de igualdade. É então possível levar em conta a cultura e, por conseguinte, a diferença cultural, sem, no entanto, provocar um fator de divisão entre os seres humanos.Downloads
Referências
ABDALLAH-PRETCEILLE, M. L’éducation interculturelle. Paris: PUF, 1999.
AKKARI, A.-J. Au-delà de l’ethnocentrisme en sciences de l’éducation. In: DASEN, P.; PERREGAUX, C. (Org.). Pourquoi des approches interculturelles en sciences de l’éducation? Bruxelles: De Boeck, 2000. p. 31-48.
AKKARI, A.; DASEN, P. R. (Org.). Pédagogies et pédagogues du Sud. Paris: L’Harmattan, 2004.
BALDWIN, J. R. et al. Redefining culture: perspectives across the disciplines. Mahwah NJ: Routledge, 2006.
BARMEYER, C. Management interculturel et styles d’apprentissage:
etudiants et dirigeants en France, en Allemagne et au Québec. Québec: Les Presses de l’Université Laval, 2007.
BERRY, J. W. Ecological and cultural factors in spatial perceptual development. Canadian Journal of Behavioural Science, v. 3, n. 4, p. 324-336, 1971.
BERRY, J. W. et al. (Org.). Handbook of cross-cultural psychology. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon, 1997a.
______. Handbook of cross-cultural psychology: basic processes and human
development. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon, 1997b.
BRUNER, J. L’éducation, entrée dans la culture: les problèmes de l’école à la lumière de la psychologie culturelle. Paris: Retz, 1996.
CAMILLERI, C. Les conditions de l’interculturel. Intercultures, n. 9, p. 11-17, 1990.
CONFÉRENCE SUISSE DES RECTRICES ET RECTEURS DES HAUTES
ÉCOLES PÉDAGOGIQUES – COHEP. Recommandations relatives à la
formation des enseignantes et enseignants aux approches interculturelles. Berne: COHEP, 2007.
CONFÉRENCE PERMANENTE DES MINISTRES EUROPÉENS DE
L’ÉDUCATION. Education interculturelle: gestion de la diversité, renforcement e la démocratie. Strasbourg: Conférence permanente des ministres européens de l’éducation, 2003.
CUCHE, D. La notion de culture dans les sciences sociales. Paris: La
Découverte, 1996.
DASEN, P. R. Education informelle et processus d’apprentissage. In: AKKARI,
A.; ASEN, P. R. (Org.). Pédagogies et pédagogues du Sud. Paris: L’Harmattan, 2004. p. 23-52.
DASEN, P. R.; PERREGAUX, C. (Org.). Pourquoi des approches interculturelles en sciences de l’éducation? Bruxelles: De Boeck Université, 2000.
EDELMANN, D. Pädagogische professionalität im transnationalen sozialen
Raum. Eine qualitative untersuchung über den umgang von lehrpersonen mit der migrationsbedingten heterogenität ihrer klassen. Wien Zürich: LIT, 2007.
GADJIGO, S. Ecole blanche, Afrique noire: l’école coloniale dans le roman d’Afrique noire francophone. Paris: L’Harmattan, 1990.
GALLOIS, C.; OGAY, T.; GILES, H. Communication accommodation theory: a look back and a look ahead. In: GUDYKUNST, W. B. (Org.). Theorizing about intercultural communication. Thousand Oaks: Sage, 2005. p. 121-148.
HALL, E. T. The silent language. New York: Doubleday, 1959.
______. The hidden dimension. New York: Doubleday, 1966.
HELWIG, P. Charakterologie. Freiburg: Herder, 1967.
HOFSTEDE, G. Culture’s consequences: international differences in workrelated values. Beverly Hills, CA: Sage, 1980.
______. Culture’s consequences: comparing values, behaviors, institutions and organizations across nations. 2nd ed. Thousand Oaks, CA: Sage, 2001.
HOUSSAYE, J. Théorie et pratiques de l’éducation scolaire: le triangle
pédagogique. 3e éd. Berne: Peter Lang, 2000.
KNIGHT, J. Enseignement supérieur transnational: introduction. In:
L’ORGANISATION POUR COOPERATION ET DEVELOPPEMENT
ECONOMIQUE – l’OCDE. (Org.). L’enseignement supérieur transnational:
un levier pour le développement. Paris: l’OCDE, 2008. p. 23-53.
KROEBER, A. L.; KLUCKHOHN, C. K. Culture: a critical review of concept
and definitions. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1952.
MAHON, J. Under the invisibility cloak? Teacher understanding of cultural
difference. Intercultural Education, v. 17, n. 4, p. 391-405, 2006.
MILLER, J. G. The cultural grounding of social psychological theory. In: TESSER,
A.; SCHWARZ, N. (Org.). Blackwell Handbook of social psychology:
Intraindividual processes. Malden, MA: Blackwell, 2001. p. 22-43.
MORIN, E. Introduction à la pensée complexe. Paris: ESF, 1990.
MUJAWAMARIYA, D. (Ed.). L’intégration des minorités visibles et
ethnoculturelles dans la profession enseignante. Outremont (Québec):
Logiques, 2002.
OGAY, T. De la compétence à la dynamique interculturelles. Des théories
de la communication interculturelle à l’épreuve d’un échange de jeunes
entre Suisse romande et alémanique. Berne: Peter Lang, 2000.
______. Comment prendre en compte la culture sans la figer? A la recherche d’une
approche dynamique de la culture et de son interaction avec les processus psychosociaux.
Analele Stiintifice ale Universitatii  «Al. I. Cuza », sectiunea
Stiintele Educatiei, n. 9, p. 39-48, 2005.
Ecoles de ville et écoles de campagne, une entrée pour parler des
différences culturelles avec les enseignants. Premières analyses d’une recherche longitudinale auprès d’étudiants en formation initiale d’enseignants. Formation et pratiques d’enseignants en questions. Revue des HEP de Suisse romande et du Tessin, v. 4, p. 35-53, 2006.
OGAY, T.; et al. Dadas et marottes de la recherche en éducation interculturelle: Que cherchent les chercheurs? In: THÉSÉE, G.; CARIGNAN, N.; CARR, P. (Ed.). Les faces cachées de la recherche interculturelle. Paris: L’Harmattan, sous presse.
SCHULZ VON THUN, F. Miteinander reden: stile, werte und
Persönlichkeitsentwicklung. Reinbek: Rowohlt, 1997.
SEGALL, M. H. et al. Human behavior in global perspective: an introduction to cross-cultural psychology. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon, 1999.
SIEBER, P.; BISCHOFF, S. Rapport. Examen de la situation actuelle de la
pédagogie interculturelle au sein des hautes écoles pédagogiques et des
établissements de formation des enseignants de Suisse. Berne: Conférence suisse des rectrices et recteurs des hautes écoles pédagogiques, 2007.
TAGUIEFF, P-A. La force du préjugé: essai sur le racisme et ses doubles. Paris: La Découverte, 1988.
TING-TOOMEY, S. Communicating across cultures. New York: Guilford, 1999.
UNITED NATIONS EDUCATIONAL, SCIENTIFIC AND CULTURAL
ORGANIZATION – UNESCO. UNESCO guidelines on intercultural
education. Paris: Unesco, 2006. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/ images/0014/001478/147878e.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2009.
VINSONNEAU, G. Culture et comportement. Paris: Armand Colin, 1997.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os(As) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com a utilização da Licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0), que permite compartilhar, copiar, redistribuir o manuscrito em qualquer meio ou formato. Permite, também, adaptar, remixar, transformar e construir sobre o material, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e publicação no periódico, para qualquer fim. A Revista Diálogo Educacional proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, possibilitando maior visibilidade e alcance dos artigos publicados, com apoio no Public Knowledge Project, que desenvolveu esse sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa e que permite distribuir o OJS e outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Ao publicar nesta revista, os(as) autores(as) concordam com os seguintes termos:
- Autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores(as) têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa à versão do website da revista, a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
- Autores(as) têm o direito de: a) Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial. b) Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.










