Cartas, diários e cadernos de uma preceptora: a Condessa de Barral através de seus escritos
DOI:
https://doi.org/10.7213/1981-416X.20.067.DS04Resumo
O estudo apresenta e interpreta parte dos itinerários pedagógicos adotados pela Condessa de Barral, enquanto preceptora principal das herdeiras do trono do Brasil, Isabel e Leopoldina, filhas de D. Pedro II, registrados em suas missivas, diários e cadernos (1856/1864). A pesquisa histórico-documental tem como principal fonte farta documentação, contendo registros de ensinamentos e conselhos para a educação das princesas, cartas e ego-documentos. O estudo abordou as concepções de educação que a Condessa evidenciava em suas cartas, demonstrando o comportamento da aristocracia brasileira e em um plano mais específico, apresentou a forma em que a preceptora desenvolvia as práticas de educação doméstica que, para além da formação cultural, demonstrava uma preocupação voltada para a formação de um comportamento exemplar feminino de boa esposa, gestora e mãe. Atenta-se para as estratégias pedagógicas adotadas, no que diz respeito ao dia a dia da educação de suas pupilas. Conclui-se que as orientações da Condessa sempre buscaram uma cultura sólida e diferenciada para a melhor formação e desempenho da futura função de imperatriz do Brasil, que como esperava-se, uma das duas exerceria. A preceptoria findou com o casamento das princesas, em 1864, porém as relações de amizade e afeto entre as três perduraram, fortalecendo os laços no decorrer dos anos. Após o falecimento da princesa Leopoldina em 1871, a princesa Isabel manteve contato estreito e longevo com sua preceptora até 1891, quando a Condessa morreu, aos 74 anos de idade.
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